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Campeonato Brasileiro de Wakeboard em Manaus é recheado de manobras perfeitas

O evento, que teve largada na sexta-feira, foi disputado nas categorias Open, Avançado e Profissional 11/06/2012 às 08:10
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Chuva não tira empolgação dos riders e Brasileiro de wakeboard é recheado de manobras perfeitas
Nathália Silveira Manaus

O sol não deu o ar de sua graça, neste domingo (10), na Marina Águas Claras (Tarumã). Mas isso não diminuiu o cenário da 1ª etapa do Campeonato Brasileiro de Wakeboard, que foi marcado por manobras incríveis e um rio “liso” perfeito para sessions. O evento, que teve largada na sexta-feira, foi disputado nas categorias Open, Avançado e Profissional.  Na Pro, 16 riders “deram o sangue” nas eliminatórias. Dela, saíram apenas os oito melhores atletas - sendo dois nesta composição por repescagem - que “quebraram a casa” por um lugar ao pódio.

Contando com um dos grandes mestres do wake na disputa, o paulista Marcelo Giardi, mais conhecido como “Marreco”, ficava difícil ter outro primeiro lugar, e o resultado não foi diferente. Com passadas perfeitas, o medalhista de bronze do Pan-Americanos de Guadalajara, tornou-se heptacampeão brasileiro.

“É muito bom poder vir competir em Manaus. Aqui tem um cenário perfeito e a região está crescendo cada vez mais em relação ao wake. Logo, a gente vem pra competir mesmo, pois encontra nos atletas daqui e de fora, uma qualidade técnica muito grande”, considerou Marreco, que ocupa a lista dos Top 10 do mundo.

Mas, o rider de maior expressão do País ainda não está satisfeito. Segundo ele, seu foco este ano é estar entre os seis melhores. Para tanto, treina pesado em Bragança Paulista e Jaguariúna, no interior de São Paulo.

“Eu vivo do wake e treino diariamente uma hora por dia. Além disso, foco bastante e já deixei muita coisa de lado para alcançar meu objetivo. Já não bebo há oito meses, mas tudo vale a pena. Terça-feira (12) estarei embarcando para a Tailândia e lá vou poder obter muito conhecimento técnico através do wake cable. Investindo, a gente pode chegar bem perto e até mesmo bater as grandes potências do esporte como o Canadá e os Estados Unidos”, observou o atleta, proprietário e professor de uma escolinha na Terra da Garoa, a MWS (Marreco Wake School).

Sendo elogiado por Marreco, o amazonense Khalil Jezini ficou com o quinto lugar do Brasileiro e foi bastante aplaudido pela galera que conferia o evento, principalmente quando mandou um Roll to Blind (mortal de lado + rotação de 180º pousando de costas para o barco). “Esta manobra é bem técnica e foi uma das mais difíceis de realizar. Nós, do Amazonas, não estamos perdendo em nível técnico para mais ninguém”, disse o rider de 22 anos, que há seis anos pratica wake e trouxe o Brasileiro para Manaus.

Apesar de não ter conseguido subir ao pódio, o rider André Malagueta conta que conseguiu um feito histórico: Ser o primeiro brasileiro a realizar um Switch Big Worm (mortal para frente com um giro de 540º). De acordo com ele, para realizar a manobra é necessário contar com a ajuda da água.

“Ela é difícil de fazer pois não é como qualquer outra manobra, que antes de entrar na água, pensa e executa. Para  a Switch é necessário o momento certo, com a água lisa e rider preparado”, observou o atleta, que com a manobra poderia até ter conquistado uma boa posição, mas sua felicidade foi tanta, que após executá-la soltou o cabo e preferiu comemorar. “Pra mim esse feito valeu o campeonato inteiro. Não precisei de mais nada”.