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Capitão do Curumim Santos Dumont fica fora da final do Peladinho

Nailsinho foi expulso na semifinal, e não vai poder atuar contra o time da Escolinha de Futebol Oficial do Santos 09/02/2012 às 08:00
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Pai e filho Nailsinho e Nailson, uma parceria de sangue
André Viana Manaus

 Os dois times que decidirão o título de campeão do Peladinho de 2011, além do desejo de ser campeão, tem mais uma coisa em comum: o nome Santos. As semelhanças, porém, se encerram por aí. Enquanto o time da Escolinha de Futebol Oficial do Santos vem de uma conquista inédita nacional para a categoria infantil do Estado do Amazonas, e segue uma rotina diária de treinos, os jogadores do Curumim Santos Dumont só se encontram por intermédio das redes sociais da Internet.

“Estávamos preparados para jogar a final em dezembro, mas a partida foi adiada para janeiro pela Coordenação. Veio o período de férias e vários jogadores viajaram, não tínhamos como segurar”, lamenta Nailson Castro, auxiliar técnico do time.

 Como se não bastasse à falta de treinos contra um time que, todos sabem, será um osso duro de roer, o auxiliar não terá em campo seu capitão e braço direito: o filho Nailsinho. 

“Ele foi expulso na semifinal, e não vai poder atuar. É mais uma desvantagem que teremos, mas vamos pro jogo honrar nossa campanha no Peladinho”, avisa, apontando o adversário como favorito absoluto. “Eles têm a obrigação de vencer. Estão em plena atividade, com o elenco completo. Vamos entrar como franco-atirador”, explica Nailson, figura carimbada no meio por ser jornalista esportivo.

 Tristeza e certeza

 Participar do maior torneiro de futebol amador do mundo era um sonho que Nailsinho nutria desde pequeno. Em 2010, uma fratura na bacia o impediu de ser inscrito no Adalberto Valle, ao lado do irmão, Athos. Da arquibancada ele viu o mano se consagrar campeão e prometeu pra si mesmo que também escreveria seu nome na história do Peladinho.

O time que seu irmão comemorou o título foi extinto. Por ter ultrapassado a idade limite (13 anos), Athos ficou impossibilitado de tentar o bicampeonato. Mas, a vontade de erguer a taça permaneceu. A braçadeira de capitão foi um incentivo a mais para triunfar, que nem um cartão vermelho na semifinal foi suficiente para tirar. “O árbitro errou. Levei dois cartões amarelos injustos. Quando vi ele (o árbitro) colocar a mão no bolso na segunda falta que fiz, eu não acreditei. Em todo Peladinho não tinha sido expulso. Ficar fora justamente da final é triste. Uma coisa, porém, eu garanto: se formos campeões, quem vai levantar a taça sou eu”, afirmou Nailsinho, um dos poucos jogadores do Curumim que treina diariamente. “Estou no São Raimundo. Treino até entre os profissionais. Vou completar 14 anos no próximo dia 22 e quero me profissionalizar”. Palavra de capitão.