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‘Caramuri’ é apresentado em audiência em Brasília

Campanha em prol da escolha da fruta amazônica como o nome da bola do Mundial de 2014 no Brasil chegou nesta terça-feira no centro do poder 21/03/2012 às 08:56
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Beto Mafra posa com o senador paranaense Roberto Requião
Antônio Paulo Brasília

BRASÍLIA (SUCURSAL) –  A  campanha “Caramuri – a bola da Copa 2014” foi apresentada ontem na Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado (CE). O idealizado do projeto, Beto Mafra, explicou aos senadores o significado e importância que tem a fruta silvestre, com as cores do Brasil, dar nome à bola que vai rolar nos campos brasileiros no campeonato mundial. Em extinção, porque as árvores são derrubadas para a colheita, o caramuri só frutifica de quatro em quatro anos, coincidentemente com a realização da Copa do Mundo.  Além do Senado, a campanha foi mostrada no Estádio Nacional de Brasília.

“Essa exposição aqui no Senado, na capital federal, é importante porque dissemina ainda mais a ideia e o projeto que tem história e revela as raízes do nosso País. Estou muito otimista e um bom sinal são as comunicações frequentes com Adidas, a empresa fabricante da bola da copa. Quando a Fifa anunciar o nome oficial, até julho de 2013, queremos ver a caramuri sendo pronunciada e conhecia mundo afora”, disse Beto Mafra. 

Segundo o coordenador da Unidade Gestora do Projeto Copa no Amazonas, Miguel Capobiango, concorrem com o nome da fruta amazônica, os nomes “gorduchinha” e “samba”. O primeiro nome tem um apelo dos locutores esportivos especialmente porque lembra o bordão utilizado pelo locutor Osmar Santos.

Para Capobiango, neste momento a Fifa está voltada para o mascote da Copa, o “tatu-bola”, por conta dos patrocínios, mas acredita a organizadora do evento deverá cuida do nome da bola ainda este ano. “A Fifa e Adidas vão tratar isso como um negócio, mas nós, do Amazonas, estamos tratando o projeto Caramuri como uma questão de valorização e cultura da nossa região porque se trata de uma fruta em processo de extinção e esse é um apelo que pode ajudar na escolha”, disse o coordenador da Copa em Manaus.

Foi esse o argumento da senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), autora do requerimento à CE para a apresentação da campanha pelo nome da bola da Copa. Ao defender a Caramuri, disse que o projeto é simbólico porque traz o debate sobre o desenvolvimento sustentável da região amazônica como um todo. Vanessa lembrou que pesquisas recentes dão conta de que os turistas estrangeiros que virão ao Brasil assistir aos jogos têm interesse em dois destinos: a Amazônia e o Rio de Janeiro. “Esse projeto de conteúdo divulga não somente o nosso Estado, a Amazônia, mas o Brasil”.

Raízes nas redes sociais

 Desde que foi o projeto Caramuri foi inscrito no site do Ministério do Esporte, em outubro de 2011, o nome amazônico da bola da Copa 2014 ganhou as redes sociais – facebook, twitter, Google, Youtube – colunas e blogs esportivos pelo Brasil afora. Renomados jornalistas da crônica esportiva, como Paulo Vinícius Coelho, o PVC, da ESPN, elogia e torce pela Caramuri. “A ideia  é boa demais. Usar o nome da fruta e fazer com tudo isso uma campanha de preservação.

A árvore está em extinção e, consequentemente, a fruta também. Como a fruta fica na copa, a 25 metros de altura, o jeito que os índios encontraram para comer caramuri era derrubar a árvore. Melhor então dizer: não coma caramuri. Chute”.  A criação e arte do projeto “Caramuri – o nome da bola da Copa 2014” é da Aquarius Publicidade, com apoio promocional da Marca Brasil.