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‘Caramuri’ fica fora da campanha para escolha do nome da bola do Mundial de 2014

Neste domingo (12) pela manhã, no programa “Esporte Espetacular”, da Rede Globo, a FIFA e a Adidas (fabricante da bola) lançaram uma campanha para que a população escolha, via Internet, o nome da “redonda” do Mundial de futebol de 2014 13/08/2012 às 09:59
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O amazonense Beto Mafra rodou o país divulgando sua campanha
Jornal A Crítica Manaus (AM)

A luta para que o nome da bola da Copa do Mundo de 2014 recebesse o nome do fruto amazônico que só nasce de quatro em quatro anos, o caramuri, chegou ao fim. Neste domingo (12) pela manhã, no programa “Esporte Espetacular”, da Rede Globo, a FIFA e a Adidas (fabricante da bola) lançaram uma campanha para que a população escolha, via Internet, o nome da “redonda” do Mundial de futebol de 2014.

Apenas três opções constam na lista anunciada: Bossa Nova, Brazuca e Carnavalesca. Em nenhum momento foi explicado como estes nomes foram selecionados para a disputa. O programa se limitou a dizer que as três opções “sintetizam elementos da cultura brasileira”.

Nomes como Gorduchinha, sugerido pelos amantes do futebol paulista, ou, Samba, com indicação de alguns treinadores, como Carlos Alberto Parreira, estão fora da disputa. O nome sugerido para representar a amazônia também foi para a “lixeira” da Adidas. De acordo com o idealizador do projeto, o executivo Beto Mafra, a escolha dos três nomes - Bossa Nova, Brazuca e Carnavalesca deixa a disputa muito limitada à elementos cariocas. Segundo Beto, a escolha poderia ser mais democrática e ter um nome indígena, como foi na África do Sul, onde a bola usada foi a Jabulani. “Não gostei e acredito que a maioria dos amantes do futebol também não gostou. Ficou tudo no Rio de Janeiro. Na Olimpíadas de Londres houve 12 indicações de nomes para a bola e um só foi escolhido e veio de indicação popular”, disse Beto.

'Caramuri' é a susgestão do Amazonas para a bola da Copa do Mundo de 2014. (Arte:Jornal A Crítica)

Para o idealizador do projeto, o objetivo era divulgar o Amazonas e valorizar a cultura regional, chamando a atenção para a preservação da Amazônia. Beto afirma que a iniciativa também busca preservar o caramuri, fruto, natural das terras entre os rio Tapajós e Madeira.

“Eu cresci comendo esse fruto e pensei que poderia ser o nome da nossa bola da Copa no Brasil. O projeto também pode ser uma conscientização de prevenção, pois o método de colheita tem um costume de derrubar a árvore. E isso é uma tradição antiga, o que poderá levar o fruto à extinção. Nós precisamos mudar essa metodologia, levando conhecimento e novas técnicas ao homem do interior'”, afirmou Beto Mafra.

Mesmo com a divulgação dos três nomes para votação popular na internet, Beto afirma que ainda não desistiu da ideia. Segundo ele, a partir de agora vai trabalhar nas redes sociais para que os amazônicos enviem comentários contrários aos três nomes propostos. Só não se sabe se isso será útil.

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Embora esteja fora da disputa pela bola da Copa, o caramuri se popularizou nos últimos dois anos. Batizou até operação policial.

O caramuri tem uma certa semelhança com o abiu, como a semente e a textura da polpa. A diferença está em não ser ‘grudento’ e de sabor extremamente doce, ideal para o preparo de mousses e cremes. (Foto: Antônio Lima)