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‘Caramuri’ - o nome da bola da Copa de 2014 ganha apoio de ONG e vai à Europa

Uma parceria com a ONG italiana Altro Pallone vem sendo “costurada” pelos organizadores da campanha com o intuito de divulgar a ideia amazonense por todo continente europeu 28/02/2012 às 08:11
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Italianos conheceram sábado passado o projeto Caramuri 2014
Adan Garantizado Manaus

A campanha para que a bola da Copa do Mundo de 2014 receba o nome da fruta amazônica Caramuri está prestes a “invadir” a Europa. Uma parceria com a ONG italiana Altro Pallone vem sendo “costurada” pelos organizadores da campanha do caramuri, com o intuito de divulgar a ideia amazonense por todo continente europeu.

Idealizador do projeto, o executivo Beto Mafra explicou que a publicidade que o Caramuri recebeu nos últimos meses chamou a atenção dos italianos.

“O engenheiro florestal Laerte Nogueira viu a repercussão da nossa campanha e me procurou. Foi ele quem nos colocou em contato com os italianos, que ficaram bastante empolgados em nos ajudar”, contou Beto.

No último sábado, uma videoconferência realizada no escritório da Aquarius Publicidade marcou o primeiro contato entre europeus e amazonenses.

E o “encontro virtual” serviu para estabelecer a “estratégia de invasão” do fruto amazônico no Velho Continente. “Definimos que vamos trabalhar em várias frentes. A Altro Pallone deve apresentar o projeto do Caramuri a 16 ONG´s europeias e promover várias ações de divulgação da nossa campanha por toda União Europeia. Eles também vão inscrever o nosso projeto em diversos editais na Europa para conseguir recursos para a campanha”, revelou Mafra, muito animado.

Preservação
O interesse dos europeus pelo Caramuri também terá um pano de fundo “verde”. Beto Mafra e a Altro Pallone conversam sobre um tratado de cooperação para que a árvore do caramuri seja contemplada com um projeto de preservação e manejo ambiental. “Não definimos detalhes dessas ações. Está tudo ainda no início. Eles também desejam auxiliar o projeto ”Galera nota 10“ do Governo do Estado”, explicou o executivo.

Esta não é a primeira vez que a ONG Italiana atua no território amazonense. Os europeus já desenvolvem uma ação com os índios Saterés, em Maués, para que o guaraná orgânico desenvolvido pela etnia seja vendido na Europa. Vale lembrar que a Adidas é quem dá a palavra final sobre o nome.

Disputa vai ficar mais acirrada
 Na Copa do Mundo da África do Sul, em 2010, a ONG Altro Pallone promoveu uma ação chamada “Bola que une pessoas”. Nela, um grupo de italianos e quenianos percorreram 15 mil quilômetros do continente africano em uma van. Os estrangeiros promoviam partidas de futebol contra habitantes e etnias de cada cidade visitada e tentavam mostrar que o esporte pode resolver, mesmo que momentaneamente, a série de conflitos naquela região.

“Eu sugeri que eles tentassem fazer o mesmo aqui no Amazonas. A ideia é montar o ‘time Caramuri’ e fazer uma viagem de barco de Tabatinga à Manaus. Em cada comunidade visitada, nossa equipe jogará uma partida e levará discussões sobre o meio ambiente e o caramuri”, enumerou Beto Mafra. A empolgação com a parceria é tanta, que o idealizador da campanha do Caramuri nem liga para a concorrência da “gorduchinha”. “Eles estão fazendo um lobby muito grande com artistas e ex-jogadores, mas não têm projeto”.