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Cisco e Hernandes, últimos a marcar em decisões entre Rio Negro e Nacional

Os atacantes Ernandes, pelo Rio Negro, e Cisco, no Nacional, entraram para a história do futebol amazonense ao marcarem gols nas últimas finais entre as duas equipes centenárias 03/02/2013 às 17:14
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Cisco atuando em partida do Peladão
Augusto Costa Manaus (AM)

No ano do centenário, Rio Negro e Nacional vão abrir o Campeonato Amazonense de 2013, no próximo dia 16, no estádio Roberto Simonsen (Sesi), com o clássico Rio-Nal, considerado a maior rivalidade do futebol do Amazonas.

 O CRAQUE falou com o atacante nacionalino Cisco e o artilheiro rionegrino Ernandes, os dois últimos heróis responsáveis pelos gols que deram o título de campeão amazonense nas últimas decisões entre o Leão da Vila Municipal e o Galo da Praça da Saudade.

Cisco, 42, parou de jogar como profissional há oito anos, mas se lembra com detalhes do jogo naquela tarde de 25 de agosto de 1996 no estádio Vivaldo Lima.

Ele ressalta que o Rio Negro jogava pelo empate e que muitos torcedores rionegrinos, aos 40 minutos do segundo tempo, já estavam começando a esboçar o grito de campeão.

“Ainda me lembro da jogada daquele gol aos 42 minutos do segundo tempo. Entrei pela lateral-direita, driblei dois zagueiros do Rio Negro e chutei na saída do goleiro Carlinhos que ainda tocou na bola; mas ela entrou para delírio da torcida nacionalina. Foi muito emocionante dar o bicampeonato ao Nacional no meu primeiro ano como profissional”, relembra ele, emocionado.

Quanto ao centenário do clássico, que vai abrir o Amazonense desse ano, Cisco fala que a emoção de disputar uma partida com tanta rivalidade e tradição é inexplicável.

“O clássico Rio-Nal é romântico e especial para os jogadores e para as duas torcidas que são apaixonadas pelos seus clubes. Fico feliz em fazer parte dessa história tão importante do futebol amazonense”, comenta Cisco.

Já pelo lado do Rio Negro, o atacante Ernandes, 31, atualmente no time do Centro Esportivo Social (CSE), da cidade de Palmeiras dos Índios (AL), mesmo distante dos gramados amazonenses, há cinco anos, disse que não esqueceu a partida que o consagrou na final do Estadual de 2001, quando marcou os dois gols da vitória de 2 a 1 sobre o arquirrival Nacional que deram o título Estadual ao time rionegrino após dez anos de espera.


“Além do título de campeão pelo Rio Negro em 2001 sinto saudades do futebol amazonense. Quem sabe um dia eu volto. É claro que me lembro daquele jogo histórico. Foi um clássico Rio-Nal emocionante disputado no dia 8 de julho de 2001, no Vivaldão. Foi muito bom estragar a festa do Nacional que tentava o bicampeonato. Havia uma pressão muito grande sobre os jogadores rionegrinos porque o clube não conquistava um título há dez anos. Em cima de mim, muito mais ainda porque eu era filho do técnico Mirandinha”, relembrou o atacante.

Sobre a jogada dos dois gols, Ernandes disse que foram lances muito rápidos e de puro oportunismo. “O Nacional era favorito. Fiz os dois gols do jogo e fomos campeões”, relembrou o atacante. Ao falar sobre a jogada, ele não escondeu a emoção. “Aos 10 minutos do primeiro tempo, o jogador Ieiê, recebeu a bola na direita e cruzou. Eu me antecipei ao zagueiro e quase caindo toquei para o fundo das redes. Logo depois o atacante Ailton, que foi artilheiro do campeonato, empatou para o Nacional. Mas no segundo tempo, depois da cobrança do escanteio, eu chutei cruzado para fazer o gol da vitória e do título”, afirmou o atacante.

Para o atacante a rivalidade do clássico mexe com toda a Manaus. “Esse clássico do centenário é muito importante pela rivalidade e tradição dos clubes. Felizmente eu pude fazer parte dessa história e viver isso dentro de campo”, disse o atacante.