Publicidade
Esportes
Paixão

Colecionador conta sobre paixão por álbuns de figurinhas das Copas do Mundo

Lucas Rafael, 22, tem mais de 20 álbuns na coleção, que traz raridades como o álbum das Copas de 1962, no Chile, e o do Mundial dos EUA. A CRÍTICA distribui neste domingo (18) álbum da Copa da Rússia 17/03/2018 às 19:12 - Atualizado em 18/03/2018 às 10:16
Show aoi
Lucas vive a expectativa do lançamento do álbum da Copa da Rússia 2018 (Foto: Jander Robson)
Denir Simplício Manaus (AM)

Mais que uma mania, uma paixão que passa de geração pra geração. Assim é a vida dos aficionados pelas figurinhas, que neste domingo (18) receberam junto com edição do Jornal A Crítica o Livro Ilustrado da Copa do Mundo da FIFA Rússia 2018.E nada mais apropriado do que o CRAQUE bater um papo com uma figura que coleciona álbuns de figurinhas de futebol desde que se entende por gente.

O estudante Lucas Rafael Marinho Peixoto, 22, tem verdadeiras raridades na coleção, como o álbum da Copa de 1962 no Chile, do Mundial dos Estados Unidos de 1994 - one fomos tetra - e é claro da Copa do Brasil de 2014. Mas de onde vem essa paixão pelos cromos? Lucas responde.

“Sempre gostei (figurinhas). Na verdade, porque tanto a minha mãe como meu avô sempre colecionaram. Minha mãe chegou a ter um álbum do Brasileiro de 97, da Copa de 94. Já o meu avô coleciona álbuns de figurinhas desde o final dos anos 50. Acho que veio daí, sempre vi e sempre tive vontade de colecionar”, disse o colecionador lembrando do primeiro álbum que completou.

Lucas tem álbuns do Brasileirão onde umas das raridades é o time do São Raimundo (Foto: Jander Robson)

“O primeiro álbum que consegui completar de fato foi na época de colégio e foi o da Copa de 2006, na Alemanha. Lembro bem que ficou faltando uma figurinha e era um jogador dos Estados Unidos”, conta Lucas narrando a negociação para consguir o cromo desejado. “Um amigo pegou essa figurinha e me falou que a trocaria por cinco figurinhas minhas. Dei foi um bolo de figurinhas que tinha em troca da que faltava pra mim, devia ter umas cinquenta figurinhas. Não queria mais nenhuma, só faltava aquela”, brinca Lucas.

Curioso e raro

Fã da seleção canarinho, Lucas Rafael mira sempre completar a página dos escrete brasileiro. Mas por vezes, muitos jogadores “escalados” pelo álbum nem sempre vão pra Copa do Mundo. Na opinião do colecionador, isso faz o álbum ainda mais raro.

“Normalmente a escalação da Seleção Brasileira nos álbuns muda. Ou porque o jogador não está bem, se machucou ou porque a gente tem muito jogador bom mesmo. O curioso que muitos jogadores que saem no álbum acabam não sendo convocados e muita gente reclama disso. Mas acho legal, acaba deixando o álbum um pouco mais curioso e divertido”, comenta o aficionado.

Questionado qual a última figurinha que lhe faltou para completar o álbum da Copa de 2014, Lucas trouxe à tona uma triste recordação.

“Foi a do Thiago Silva, ele foi o último. Demorei pra conseguir e só o fiz um ano depois. Lembro muito bem de abrir a página do álbum e ficava aquele espaço do Thiago Silva aberto. E ainda veio o 7 a 1, aí foi que eu criei uma raiva por ele enorme por causa disso enorme (risos)”, disse em tom de brincadeira o estudante feliz pela edição do álbum da Copa da Rússia vir encartado no Jornal A Crítica.

Demorou um pouco, mas Lucas completou o álbum da Copa de 2014 (Foto: Reprodução)

“O legal de o álbum sair no jornal é que mais pessoas têm acesso ao álbum, mais pessoas conseguem ter figurinhas diferentes e compram mais também. E quanto mais pessoas completam o álbum, mais pessoas ficam com vontade de completar também e isso acaba ajudando a todos”, pontua Lucas mostrando ansiedade em completar sua mais nova aquisição.

“Álbuns de Copa são tradição há 50, 60 anos e é uma tradição que só cresce. Dificilmente uma pessoa que colecione não tenha a ansiedade de conseguir completar o álbum antes que os outros”, concluiu.

Publicidade
Publicidade