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Esportes
TRADIÇÃO

Com a camisa 10, filho de ídolo do Nacional disputa o Peladão 2017

Júnior, filho de Murica, é meia do time Real Matrix que disputa o maior campeonato de peladas do mundo 29/09/2017 às 12:13
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Apaixonados por futebol, pai e filho tem temperamentos parecidos dentro do campo. (Fotos: Antônio Lima)
Valter Cardoso Manaus

Amaury da Silva Coutinho, ou simplesmente Murica. O nome é bem conhecido de quem frequentou os estádios amazonenses nos anos 80 e 90 e fez história principalmente com a camisa do Nacional. Aposentado desde 2000, o zagueiro continua fazendo uma marcação cerrada, mas desta vez não se trata de nenhum adversário, mas sim do filho, Júnior, que defende a camisa do Real Matrix, na disputa do Peladão. “Eu sou um cara meio esquentado. Quando ele erra, eu esculhambo com ele, falo: ‘Meu filho não é assim, é assim’. Ele não me olha muito, não me obedece muito. Mas vai por mim, eu já joguei bola por vinte anos, sei como são os atalhos”, revelou o veterano. 


Júnior confirma a marcação implacável do pai, que não dá alívio nenhum. “Meu pai, até certo modo, é engraçado. Não é porque eu sou filho dele, ele me corneta mesmo assim (risos). Eu escuto de longe, reconheço de longe a voz dele. Mas é legal você ter um pai presente nos jogos, mesmo pegando dura, mas é sempre construtivo”, explicou  o atual jogador do Peladão, que apesar de brincar com o temperamento do pai, vê semelhanças entre os dois dentro do campo. “Acho que assemelha é que somos muito chatos. Não jogamos calados, é toda hora reclamando, mas amamos o futebol e queremos vencer sempre”,  pontuou o meia.

No último domingo (24), o Real Matrix entrou em campo pela primeira vez nesta edição do Peladão, diante do Arsenal, mas saiu derrotado de campo. Com um elenco novo, sem tanto tempo para treino, a expectativa do time é seguir na competição mirando sempre um lugar mais alto. “A nossa expectativa é de ir o mais longe possível. Sabemos que é difícil. Muita gente treina, muita gente se dedica realmente. Infelizmente não nos dedicamos como deveria para ganhar o peladão, mas creio que no segundo ou terceiro mata-mata chegamos com certeza”, explicou Júnior.


Até onde o time pode ir dentro do Peladão deste ano só tempo dirá. Uma coisa é certa: Fã assíduo do filho, Murica vai estar na beira do campo para acompanhar o filho nas partidas e mesmo com um currículo invejável de craque que já enfrentou e jogou ao lado, o craque veterano se derrete mesmo é pelo seu atual camisa 10.  “Todo jogo que tem, eu tenho um prazer muito grande de vê-lo jogar e não é porque é meu filho mas é um craque de bola, sabe bater na bola. É um cara que tem bastante visão de jogo, só tem um defeito: infelizmente não puxou pra mim porque a cabeçada é muito fraca e não é essas coca-cola toda não, mas isso com treinamento vai e aprende mas, para mim, é um craque de bola”, finalizou, orgulhoso, Murica, o pai do Júnior.