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Com baixo nível técnico, partida entre Flamengo e Botafogo acaba sem gols

O jogo começou muito movimentado, mas, com muitos erros de passes, as duas equipes mal chegaram aos gols adversários. Foram poucas chances de gol 27/08/2012 às 09:19
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Foram poucas chances de gol; as melhores, foram do Flamengo
A Crítica Manaus (AM)

Em jogo de pouquíssimas chances de gol, Botafogo e Flamengo abusaram dos erros de passes e somente empataram, por 0 a 0, neste domingo (26), no Engenhão, pela última rodada do primeiro turno do Campeonato Brasileiro. O resultado manteve a distância de apenas dois pontos entre as duas equipes, que perderam a chance de se aproximar do G4. O Botafogo agora tem 28 pontos; o Flamengo, soma 26.

Com Adriano, que acertou seu retorno ao clube rubro-negro esta semana, assistindo ao jogo no estádio, Flamengo e Botafogo fizeram um jogo muito ruim. O goleiro flamenguista Felipe, por exemplo, conseguiu passar a partida inteira sem ter de fazer uma defesa difícil sequer.

O jogo começou muito movimentado, mas, com muitos erros de passes, as duas equipes mal chegaram aos gols adversários. Foram poucas chances de gol; as melhores, foram do Flamengo.

Aos 13 minutos, Welinton cruzou para Vagner Love, derrubado na área por Amaral. O juiz marcou pênalti, mas voltou atrás depois de ver que o árbitro assistente havia apontado impedimento de Love, logo antes de ser derrubado. O atacante estava um pouco à frente do marcador.

As boas chances

A primeira boa chance do primeiro tempo foi só aos 43, em contra-ataque. Negueba recebeu fora da área, limpou e bateu no canto, mas Jefferson defendeu.

O goleiro botafoguense fez nova boa defesa um minuto depois: Luiz Antonio lançou Léo Moura dentro da área, o lateral bateu rasteiro, mas Jefferson saiu bem e salvou.

O segundo tempo foi ainda pior. A única chance clara de gol foi aos 44, com Liedson, que havia entrado em lugar de Negueba. Ramon fez boa jogada pela esquerda e cruzou na cabeça do atacante, que mandou a bola no travessão.

No rebote, os jogadores do Flamengo pediram pênalti em Vagner Love, não marcado.

Depois do apito final, o holandês Seedorf, sempre solícito, não quis dar entrevista no gramado. Segundo o goleiro Jefferson, ainda dá para sonhar pelo título. “Com certeza vamos acertar alguns detalhes nesse segundo turno e, se conseguirmos, vamos brigar lá em cima”.

Jefferson achou justo

O empate já parecia certo no clássico quando Liedson acertou uma cabeçada no travessão de Jefferson, aos 45 do segundo tempo. Mas o lance, que deve ter arrepiado muitos botafoguenses, não assustou o goleiro alvinegro tanto assim. Apesar de admitir o alívio, ele alega que previu que o destino da bola não seria a rede. “Fico aliviado. Mas já sabia que a bola não ia entrar”, garantiu, no fim do jogo.

Apesar do movimentado clássico, Jefferson e Felipe pouco precisaram trabalhar, já que a pontaria dos finalizadores não estava aguçada. Para o goleiro do Botafogo, o empate sem gols acabou sendo justo. “A equipe conseguiu fazer um bom jogo, e o 0 a 0 foi justo”.

Cidinho, que entrou no segundo tempo no lugar de Andrezinho, deu trabalho pelo lado direito do campo e destacou a postura do time, embora tenha faltado o gol que poderia fazer o Fogão chegar a 31 pontos.

Dorival critica gramado

Dorival Júnior queixou-se do gramado do Engenhão. O diretor de futebol Zinho não gostou da arbitragem de Péricles Bassols, que expulsou o treinador do Flamengo no início do segundo tempo. O desempenho do time no empate sem gols com o Botafogo, ficou em segundo plano na entrevista coletiva do técnico. Na avalição de Dorival, a marca do clássico foi a igualdade nivelada por baixo.

“Fui um jogo mais transpirado do que inspirado. Foram poucas jogadas de criação ou lances de efeito. As marcações prevaleceram. O Flamengo criou uma ou outra situação a mais. Acho que foi equilibrado, não tivemos o merecimento tão amplo. Criamos talvez um pouco mais, mas nada além disso. Eu ainda continuo acreditando na evolução da equipe. Quero que vocês me coloquem qual foi a jogada que sofremos um real perigo de gol”, ressaltou.