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Com passado brilhante e futuro incerto, Rio Negro completa 99 anos

Nos últimos anos o Rio Negro amargou dois rebaixamentos seguidos. Tive ainda vive das glórias do passado, mas ainda há uma luz no fim do túnel 12/11/2012 às 19:36
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Rio Negro completa 99 anos
Carlos Eduardo Souza Manaus (AM)

O Atlético Rio Negro Clube completa neste 13 de novembro, 99 anos de fundação. O time tem no Nacional, seu maior rival, isso porque ambos fazem aniversários em data bem próximas.

Nesses quase 100 anos de história, o Galo da Praça da Saudade tem alternado boas e más campanhas e, também ficou fora do futebol em várias oportunidades.

Recentemente o Galo sofreu um dos maiores revés em seus 99 anos. O time conseguiu a proeza de ser rebaixado em duas oportunidades. Nos dois últimos campeonatos o Galo cambaleou, mas resistiu e está firme pensando em entrar no centenário com um time vencedor, com o objetivo de fazer o torcedor esquecer as desgraças últimas.

O último título veio em 2001, quando Mirandinha foi o técnico na decisão contra o maior rival – o Nacional. Mas, desse time, poucos se lembram. Na memória do torcedor rionegrino estão os times do tetra, em 87, 88, 899 e 90.

Luis Roberto, Paulo Verdan, Renato (Marinho Macapá), Paulo Galvão e Luis Florêncio; Kleber, Fernandinho e Jorginho; Robertinho (Carlinhos Maracanã), Tonho e Rildo.

Este time começou a série de quatro campeonatos.

O jornalista Carlos Zamith, maior historiador do futebol amazonense narra assim o começo de uma bela história do Rio Negro ...

O Nacional vinha de um tetra-campeonato, de 1983 a 1986. O Rio Negro estava preparado para evitar mais um título do seu mais temível adversário e conseguiu em 1987.

Para tanto contratou alguns valores do próprio Nacional como Paulo Galvão, Marinho Macapá, Fernandinho, Luis Florêncio e Jason, disposto a quebrar a trajetória vitoriosa do ”inimigo”.

O Rio Negro foi o campeão do 1º. Turno e o Nacional do 2º. Decisão em “melhor de três pontos”.

PRIMEIRO JOGO DA SÉRIE

No dia 16 de agosto de 1987 no Vivaldo Lima, as duas equipes estavam reunidas para o primeiro jogo da série que indicaria o campeão da temporada. Arbitragem do gaúcho Pedro Carlos Bregalda.

Rio Negro venceu por 2 a 1, gols de Jason e Carlinhos Maracanã (foto ao lado), ambos no 1º. Tempo. Freitas marcou para o Nacional, no período final.

O Rio Negro vencedor, formou com: Luis Roberto, Paulo Verdan Renato, Paulo Galvão e Luis Florêncio; Kleber Fernandinho e Carlinhos Maracanã; Curió, Jason (Jorginho) e Rildo.

SEGUNDO JOGO

No dia 19 de agosto de 1987, (quarta-feira) o Rio Negro jogava pelo empate, mais venceu por 1 a 0, gol de Rildo, aos 44 minutos do segundo tempo, com o carioca Luiz Carlos Félix no apito.

Rio Negro – campeão – Luis Roberto, Paulo Verdan, Renato (Marinho Macapá), Paulo Galvão e Luis Florêncio; Kleber, Fernandinho e Jorginho; Robertinho (Carlinhos Maracanã), Tonho e Rildo.

Nacional: – Artur, China (Murica), Alves, Gilvan e Laércio; Sérgio Duarte, Helinho e Neto; Camarão (Jacozinho), Luizinho e Freitas.

O amapaense Jason, foi o artilheiro do campeonato de 1987, com 19 gols, seguido de seu companheiro de equipe, o pernambucano Curió, com 12 gols, e em terceiro, Rildo, do mesmo Rio Negro, com 10 gols.

Nesse campeonato, o goleiro Luis Roberto, que participou de 22 jogos em todo o campeonato, permaneceu invicto em oito jogos.

Mas nenhum time do Rio Negro ficou marcado com o de 82. Um time que fez o Nacional correr de campo.


Tobias, Jair, Marcão, Darinta e Tonho; Dalmo,(Renato) Patrulheiro (Charligton) e Berg; Pedrinho, Alcindo, (Índio), Tiquinho (Jaime).

Berg e revelação de 82

Dentre os que apareceu com destaque, foi o atacante Berg, desconhecido da torcida e que ainda tinha seu nome de batismo nas escalações e nas transmissões, como Ninimberg. A volta do barriga-preta foi contra o Bangu, do Rio, no dia 6 de junho de 1982, no mesmo dia em que o goleiro Clovis deu o seu “adeus” do futebol, no campo da Colina. Nesse mesmo jogo, o Nininberg, que formou como ponteiro esquerdo, teve atuação destacada e nunca mais largou o time titular. Foi campeão pelo Rio Negro em 1982, formando com Tobias, Jair, Marcão, Darinta e Toninho; Dalmo, Patrulheiro e Berg; Pedrinho, Alcindo e Tiquinho.

Berg começou a jogar futebol nas peladas do bairro de São Jorge e aos 12 anos já atuava pelo Comercial do bairro da Gloria e logo depois juvenil do São Raimundo e América dos irmãos Teixeira, até chegar ao Rio Negro em 1982.