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Com voto de confiança em 2011, Luxa, Leão e Felipão têm prova de fogo nos Estaduais

Um fracasso pode determinar uma mudança brusca de direção, e quem mais sofre com a pressão são os treinadores 21/01/2012 às 11:34
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Felipão, Luxemburgo e Leão foram mantidos no cargo, mas começam ano pressionados
UOL Esporte São Paulo

Os Campeonatos Estaduais são o primeiro teste para os clubes no ano e colocam à prova o planejamento e o trabalho na pré-temporada. Um fracasso pode determinar uma mudança brusca de direção, e quem mais sofre com a pressão são os treinadores. Até os mais badalados ganharam um voto de confiança e foram mantidos em seus cargos, mas estão na berlinda.

As diretorias costumam ser criticadas pelo troca-troca de técnicos e por não apostarem na manutenção dos trabalhos, mas preferiram mudar essa lógica para 2012. Dos 12 grandes clubes do país, dez começam os torneios regionais com o mesmo comando do fim do ano passado. Apenas Grêmio, agora de Caio Júnior, e Botafogo, que apostou em Oswaldo de Oliveira, são exceções.

Quantos vão passar intactos pelo primeiro desafio ainda é uma incógnita. Emerson Leão (São Paulo), Luis Felipe Scolari (Palmeiras), Vágner Mancini (Cruzeiro) e Cuca (Atlético-MG) sabem que não podem mais vacilar depois de decepções com seus times em 2011.

Em situação ainda mais complicada, Vanderlei Luxemburgo está por um fio. Sozinho em uma briga contra Ronaldinho Gaúcho e a cúpula do Flamengo, o treinador pode nem chegar a comandar o rubro-negro no Estadual do Rio que se inicia neste sábado com jogos do Fluminense e próprio time da Gávea.

Na estreia, contra o Bonsucesso, o auxiliar técnico Lopes Júnior está confirmado na boca do túnel, já que o titular segue na Bolívia em preparação para o duelo contra o Real Potosí no próximo dia 25, pela Libertadores.

Até Muricy Ramalho, campeão da América com o Santos, está com seu prestígio abalado. A derrota vexatória na final do Mundial de Clube para o Barcelona fez seu trabalho ser duramente questionado por parte da torcida alvinegra. A falta de treinos, a inovação tática e a ineficiência diante da equipe catalã afetaram o moral do técnico que ainda segue bem respaldado pela diretoria.

O Paulistão, que começa neste sábado já com jogos de Santos e Corinthians, pode ser uma boa oportunidade para recuperar o status de intocável.

Fato é que poucos podem se gabar de ter alguma tranquilidade no início do ano. Dorival Júnior conseguiu a vaga para a Libertadores no último Brasileirão com o Inter e chega com moral para o início do Gauchão.

A competição também tem apito inicial neste fim de semana. O primeiro desafio dos Colorados será no domingo contra o Avenida, fora de casa. O Grêmio, do novato Caio Junior, entra em campo já neste sábado diante do Lajeadense, no Olímpico.

Mas paz mesmo reina é no Vasco. Depois de superar a doença de Ricardo Gomes e concretizar um grande trabalho em 2011 com o título da Copa do Brasil e o vice-campeonato brasileiro, o time segue sob o comando de Cristóvão, em alta. A expectativa é que Ricardo volte ao convívio diário no clube até março, mesmo que ainda não seja para trabalhar.