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Esportes
SUPERAÇÃO

Conheça Jozimar Duarte que encontrou no esporte força para vencer câncer e trombose

Piloto que mora no Amazonas supera câncer e trombose com apoio do esporte. Resistência física promovida pelas práticas esportivas aliada a ligação com elas, fez Mazinho superar as dificuldades 19/08/2017 às 23:00 - Atualizado em 20/08/2017 às 07:24
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Hoje, Mazinho tem 41 anos e é piloto de motocross, velocross e supermoto. (Fotos: Gilson Melo)
Valter Cardoso Manaus

Era um domingo como qualquer outro. Com 38 anos, em 2013, Jozimar Duarte, o Mazinho, praticava Stand Up Paddle em plena Ponta Negra, mais uma das atividades esportivas que costumava fazer regularmente. Um desequilíbrio e a queda no rio não parecia preocupar, mas preocupou. Uma dificuldade para respirar e falta de forças tornaram minutos na água em uma verdadeira batalha. Ao conseguir chegar na prancha foram aproximadamente  dez minutos e quinze para conseguir chegar até a praia.

Este é apenas o primeiro capítulo de uma verdadeira corrida de obstáculos, maior que qualquer outra que já enfrentou na vida. 
Nos dias seguintes, a dificuldade de respirar e o cansaço levaram o representante comercial ao médico. O resultado do exame veio acompanhado de surpresa dos médicos, com um quadro tão grave era estranho Mazinho estar de pé. A explicação dos especialistas é que o condicionamento adquirido através de anos de práticas esportivas evitaram que o quadro estivesse pior. 

Em menos de uma semana, já estava internado em São Paulo, a confirmação era de que Mazinho estava com Linfoma de Hodgkin, uma forma de câncer, e trombose na veia cava. Se o esporte ajudou antes, também foi fundamental durante o processo para que ele pudesse permanecer focado enquanto passou por um ano entre sessões de quimioterapia e radioterapia.  “Tem uma contribuição psicológica, da cabeça da gente. Quando lembro, fico arrepiado. Eu tive um apoio muito grande e procurei ao máximo não saber que estava doente. Ficava uma semana bom e uma ruim, por conta da quimioterapia. Quando fiquei em São Paulo procurei distrair minha cabeça olhando as coisas e indo acompanhar as coisas que eu gosto de fazer que é o motocross. Isso me ajudou demais a não ficar lembrando que estava doente, essa doença ela mexe muito com a cabeça da pessoa. Procurei sempre ter este equilíbrio mental”, explicou ele. 


Ao lado da mulher, Ingrid, o obstáculo foi superado e Mazinho pôde voltar a fazer o que ama: se dedicar ao motocross e, literalmente, passar por cima de tudo. 



O esporte tido por muita gente como perigoso, mudou de figura depois de tudo que foi superado. Se muita gente morre de medo dos saltos de motocross, Mazinho vive muito por conta e também em função deles. “Era tudo que eu queria: Estar de volta e fazer o que gostava. Quando eu estava doente eu ficava pensando “Será que ainda vou?”. Quando fui liberado pelos médicos para voltar a fazer as atividades que eu fazia, foi a maior alegria para mim e para a minha família. Não teve paixão melhor, prazer melhor, principalmente no esporte que fez eu estar em pé de novo, foi através da prática do esporte que, sem ele, talvez eu não tivesse resistido”, finalizou ele.