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Confira entrevista com a nova secretária da Sejel

Alessandra Campêlo da Silva assume de fato e de direito, nesta sexta-feira, a titularidade da Secretaria de Estado da Juventude Esporte e Lazer no lugar de Júlio César Soares 10/02/2012 às 09:09
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Alessandra Campêlo da Silva Nova - secretaria da SEJEL fala sobre os desafios da pasta
Paulo Ricardo Oliveira Manaus

Fruto político do movimento estudantil, a jornalista Alessandra Campêlo da Silva, de 37 anos, filiada ao PC do B, assume de fato e de direito, nesta sexta-feira, a titularidade da Secretaria de Estado da Juventude Esporte e Lazer (SEJEL) no lugar do colega de partido, Júlio César Soares, 45. A transferência de cargo acontecerá hoje, mas desde ontem Alessandra dedicou  boa parte do dia a reuniões de trabalho com o próprio Júlio e assessores da SEJEL para se inteirar das ações, programas, projetos, convênios levados a cabo pela secretaria. No fim da tarde, a atual e o ex da SEJEL visitaram juntos o coordenador-geral da Unidade Gestora Projeto (UGP) Copa do Mundo, Miguel Capobiango. Na ocasião, a nova comandante da pasta estadual observou a quantas andam os trabalhos de edificação da Arena da Amazônia, palco dos jogos do Mundial de 2014. “Acho que a Arena da Amazônia é uma das obras mais adiantadas entre as cidades-sedes da Copa. O governo do Estado não tem medido esforços para trabalhar rápido na construção do Estádio”, disse a secretária.

A troca de comando da SEJEL deu-se a partir de uma decisão interna do PC do B, que enxergou na juventude, na capacidade de articulação e no prestígio com o governador Omar Aziz (PSD) trunfos políticos de Alessandra para tocar a secretaria. A jornalista exercia um cargo executivo na Secretaria de Estado de Produção Rural (SEPROR), que tem o comunista Eron Bezerra no comando. Alessandra era a número 2 da daquela pasta. “O partido entendeu que eu tive um bom desempenho na SEPROR e que podia trazer essa experiência para implementar avanços na SEJEL. Daremos continuidade ao bom trabalho que vinha sendo desenvolvido pelo Júlio”, afirmou a nova secretária, mãe de Sophia, 15, e Antônio, 10, e pós-graduada em gestão pública e orçamento.

De experiência em gestão esportiva, porém, Alessandra tem pouca coisa, mas como atleta ela foi nadadora na adolescência e atualmente é adepta do triatlo (natação, ciclismo e corrida), disputando, inclusive, a maratona  de Nova Iorque (EUA) no ano passado. “Eu estava me preparando para disputar e meia-maratona de Paris (França), mas tive que desistir deste plano para a assumir a secretaria. A gestão pública é uma paixão minha, assim como o esporte”, declarou Alessandra, que concedeu a seguinte entrevista exclusiva ao CRAQUE, antes de reunir para tratar da Arena da Amazônia:

Qual sua expectativa à frente da SEJEL e os principais desafios do pontos de vista da gestão?

A secretaria já tem um grande trabalho realizado nas áreas de juventude, esporte e lazer. Minha ideia é ampliar os programas que vêm dando certo e, principalmente, interiorizar essas ações, avançar no que for possível com uma maior participação do governo federal via Ministério dos Esportes e Secretaria Nacional da Juventude e outras secretarias que ás vezes não tem uma ligação direta com a área esportiva. A Secretaria Nacional de Juventude, por exemplo, não tem nenhum tipo de convênio com a SEJEL, que é uma pasta voltada a esse público-alvo. É preciso que façamos uma interface maior com órgãos e secretarias federais com ações antidrogas e trabalhos para amenizar o risco social entre jovens. A Secretaria Nacional de Segurança Pública e o próprio Ministério da Justiça têm trabalhos voltados a essas questões. Vamos buscar parcerias e celebrar convênios para que essas ações sejam implantadas aqui na SEJEL.  

Qual o seu nível de articulação com o ministro dos Esportes, Aldo Rebelo, que é do seu partido?

Temos um ótimo relacionamento com o ministro Aldo. Na semana passada mesmo ele esteve aqui em Manaus e propôs que na próxima semana nós estivéssemos em Brasília (DF) para conversar com o comando de cada secretaria do ministério para ver o que podemos trazer de programas para cá. O ministro Aldo tem uma preocupação muito parecida com a do governador Omar Aziz, que é a de interiorizar as ações, levá-las aos municípios do interior.

De primeira, a SEJEL tem algumas questões a serem administradas com bastante tato, a exemplo da Centro de Atletas de Alto Rendimento da Vila Olímpica que é bastante criticado pela falta de investimento...

Temos de implementar algumas mudanças, como investir em pessoal e, sobretudo, em equipamento para essas atletas para que o Centro tenha melhores resultados. Já avançou muito, mas acho que pode avançar ainda mais. O próprio ministro Aldo, assim como o governador Omar, entendem que esse Centro deve ter prioridade, em função de grandes eventos que ser realizados aqui na Vila Olímpica. Nós vamos apresentar, inclusive, um projeto ao Ministério dos Esportes, para equipar todo o Centro. Já há uma proposta elaborada pela equipe técnica da SEJEL que vamos analisar e, se for o caso, acrescentar algo positivo. É necessário dizer que esse projeto foi elaborado por técnicos. Eu sou uma gestora pública e não uma técnica. Então eu estarei ali para ajudar a engrenar os projetos da melhor forma possível.   

 A Arena da Amazônia enfrenta alguns problemas de ordem técnica e jurídica, como pendências apontadas pela CGU e pelo TCU em relação ao projeto básico, indícios de sobrepreço, atraso no calendário. Como você vai atuar nesse cenário, uma vez que envolve governo do Estado, UGP, SEINF, prefeitura?

A questão da Copa do Mundo é um trabalho multidisciplinar, com o governador Omar no comando de tudo. Já há um trabalho dos nossos parlamentares no Congresso, dos senadores Vanessa (Grazziontin) e Eduardo (Braga) para diminuir essa pressão do Ministério Público, do Tribunal de Contas da União, da Controladoria sobre a Arena, porque a grande verdade é que essas instâncias estão praticamente inviabilizando o término das obras. Aqui a gente tem um esforço fenomenal do governador para construir essa Arena em tempo hábil. Esses recursos do BNDES são emprestados, serão pagos. Não estamos sentindo o apoio necessário dos órgãos de Brasília para dar continuidade. Acho que o Estado está cumprindo as exigências técnicas. Então nós vamos agir politicamente para evitar essa demora. Tecnicamente o Miguel Biango, a Waldívia Alancar da SEINF e próprio Julio César já vinham atuando bem nessa frente.

Perfil

Alessandra Campêlo da Siva

Idade:  37 anos

Formação política: PC do B.

Graduação: Jornalismo

Cargos Ex-executiva da SEPROR e agora titular da SEJEL

Currículo:  Pós-graduada em gestão e orçamento público e membro do diretório estadual do Partido Comunista do Brasil 

Histórico  Oriunda do movimento estudantil, ex-vice-presidente do DCE e da UNE

Metas Ampliar ações da SEJEL