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Confira o bate-papo exclusivo com Fredson Paixão

Especialista em jiu-jitsu, mas  conhecedor de outras artes marciais, Fredson Paixão, hoje com 33 anos, tem usado o jogo de xadrez e a experiência da paternidade como fonte de inspiração para o seu plano de voltar a ser protagonista do MMA 07/09/2012 às 10:57
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Fredson Paixão não larga o xadrez por nada
Paulo Ricardo Oliveira Manaus

Especialista em jiu-jitsu, mas  conhecedor de outras artes marciais, Fredson Paixão, hoje com 33 anos, tem usado o jogo de xadrez e a experiência da paternidade como fonte de inspiração para o seu plano de voltar a ser protagonista do MMA, após um período de dois anos de ausência em razão de sucessivas contusões e sinais de cansaço do corpo.

  Depois de uma semana de férias em Manaus, onde reviu amigos, familiares e também reviveu suas origens, o faixa-preta amazonense radicado atualmente em Las Vegas, Nevada (EUA), já arruma as malas para viajar na segunda-feira rumo ao Rio de Janeiro, onde fará um camping de 40 dias na academia Nova União, de André Pederneiras, no bairro do Flamengo. “É sempre bom rever amigos e familiares e voltar onde tudo começou. Você lembra de tudo que passou na vida para chegar onde chegou e até se emociona. Eu nunca vou perder de vista minhas origens”.

  O objetivo de Fredson é ficar afiado para o evento denominado Resirrection Fighting Aliance (RFA), marcado para dia 2 de novembro no Texas Station, em Vegas,  quando ele luta contra brasileiro Alessandro Ferreira, o Zóio.

  O casca-grossa que começou a arte do pano no bairro do Japiim, Zona Sul, na academia do mestre Orley Lobato, não luta oficialmente desde o dia 4 de dezembro de 2010, quando foi fulminado por Pablo Garza com nocaute, aos 51 segundos do primeiro round no reality show  The Ultimate Fighter (TUF) 12 Finale.

  Após a derrota para Garza, Fredson passou por uma onda de lesões nos joelhos, braços, ombros que o fizeram até refletir sobre a carreira. Eram sinais claros de que o corpo do faixa-preta precisava descansar.

  Fredson então aproveitou a fase para fortalecer ainda mais os laços com a filha Emma, hoje com três anos, se dedicando integralmente, além de iniciar uma aventura quase obsessiva  sobre o tabuleiro de xadrez, seu hobby favorito. “A experiência da paternidade tem me ajudado a ser uma pessoa melhor em todos os sentidos. Sou um pai ‘bobão’. Também não largo meu kit xadrez pra nada. Tenho inclusive o jogo gravado no meu note book”, diz o praticante. 

Prestigio capitalizado
Fredson Paixão definitivamente não é bobo. Ele aproveitou o seu prestígio como lutador e suas técnicas bastante apuradas na arte suave para capitalizar: fundou duas academias com seu nome, uma em Las Vegas e outra em Fresno, na Califórnia, além de dar aulas particulares a funcionários da Zuffa, empresa detentora do Ultimate Fighting Championship (UFC) e do Strikeforce. Fredson, que diz falar um inglês que “dá pra sobreviver” pretende fazer faculdade de marketing nos “estates“