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Conmebol estuda punição ao Tricolor Paulista após confusão em vestiário

O regulamento da Copa Sul-Americana pode tirar a taça do São Paulo, mas isso ocorreria se fosse comprovado que os tricolores iniciaram a confusão 15/12/2012 às 11:38
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Após quatro anos de jejum. São Paulo volta a ser campeão
Jornal A Crítica ---

Apesar de declarar oficialmente o São Paulo campeão da Copa Sul-Americana em seu site oficial, a Conmebol (entidade que rege o futebol na América do Sul, localizada no Paraguai) não descarta punições severas ao clube paulista por causa da confusão ocorrida nos vestiários do Morumbi no intervalo da partida final da competição, realizada na quarta-feira (12), a pena pode ser perda de pontos e, consequentemente, do título. Alegando que a última palavra fica com a direção da Confederação, o vice-presidente Eugenio Figueredo sequer referendou a decisão do árbitro chileno Enrique Osses de encerrar a partida – ele explica que o jogo foi apenas “suspenso”.

“O juiz não pode finalizar nenhuma partida, apenas suspender. É a Confederação que decide. Esperamos os informes da polícia para estudar as possíveis punições. A última palavra não está dita”, disse Figueredo, em entrevista à rádio uruguaia 1010 AM. Curiosamente, foi o próprio Figueredo quem disse à TV Globo, no gramado do Morumbi, que, com a desistência do Tigre, o Tricolor era o campeão.

O regulamento da Copa Sul-Americana tem uma brecha que pode tirar a taça do São Paulo, mas isso só ocorreria se fosse comprovado que os tricolores iniciaram a confusão generalizada nos vestiários. Sem imagens, e apenas com testemunhos, a entidade não tem provas suficientes para anular a partida.

Defesa

Para evitar qualquer problema na Conmebol, o São Paulo se prepara para enviar um ofício à entidade sul-americana sobre os ocorridos na final contra o Tigre. O clube quer se resguardar para mostrar sua versão do episódio para a confederação. “Nós vamos relatar os fatos e tudo que aconteceu no Morumbi. É obrigação do São Paulo fazer isso”, explicou João Paulo de Jesus Lopes, vice-presidente de futebol.

A intenção da equipe brasileira é pedir uma punição para o Tigre, que segundo os dirigentes tricolores, iniciou a confusão no jogo de volta da decisão da Copa Sul-Americana. Segundo José Francisco Manssur, assessor especial da presidência, o time argentino vai disputar a Copa Libertadores e não pode ficar impune.