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Construtora dá novo prazo para entregar estádio de Itacoatiara (AM)

O atraso nas obras do Floro de Mendonça prejudica diretamente a única equipe amazonense a disputar competições no segundo semestre do ano, o Penarol 29/05/2012 às 08:42
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Construtora dá novo prazo para a entrega do Floro de Mendonça e diretoria do Penarol não acredita
Adan Garantizado Itacotiara

As obras de reforma e ampliação do Estádio Floro de Mendonça, em Itacoatiara (a 170 km de Manaus), começaram em setembro do ano passado. Mas, nove meses após o início da “gestação”, o “parto” do novo Florão caminha a passos lentos. O atraso nas obras prejudica diretamente a única equipe amazonense a disputar competições no segundo semestre do ano, o Penarol, que na véspera da estreia na Série D do Campeonato Brasileiro, vive o dilema de jogar para um público reduzido e amargar prejuízos dentro e fora de campo.

Orçado em R$ 1.599 milhão, a reforma do estádio itacoatiarense prevê a ampliação da capacidade, modernização de vestiários e estruturas elétrica e hidráulica. A empresa Metro Quadrado, vencedora da licitação, tinha 120 dias para concluir os trabalhos.

Mas, uma série de obstáculos fez a obra sofrer seguidos atrasos. Primeiramente, vieram os recursos de outras empresas concorrentes da licitação. Quando tudo se resolveu, o Penarol pediu que as arquibancadas não fossem demolidas enquanto a equipe jogava a Série D do ano passado. Durante este período, foram iniciados reparos nos vestiários e nas instalações elétricas.

Após a eliminação do Leão no Brasileiro, as arquibancadas laterais dos estádios foram finalmente demolidas. Foi aí que surgiu o grande empecilho para a obra até o momento: o solo da área não era compatível com a estrutura de fundações que a Metro Quadrado previu no projeto. Assim, as estacas de nove metros tiveram que ser substituídas por outras de maior profundidade (como se fossem uma raiz) para evitar que as novas arquibancadas pudessem sofrer rachaduras ou até mesmo desabar.

“Não considero isso uma falha técnica, pois algumas coisas não podem ser previstas”, justificou a Secretária Estadual de Esportes (Sejel), Alessandra Campelo. A construtora ainda tentou fazer mais duas alterações no projeto: construir arquibancadas do lado contrário ao das cabines de rádio (onde existe apenas um muro) e utilizar peças pré-moldadas na construção dos novos lances de arquibancadas. Ambas propostas foram vetadas pela Secretaria Estadual de Infraestrutura (Seinfra), por não estarem incluídas no projeto executivo da obra.

E quando tudo parecia ter se resolvido novamente, o inverno chegou e as chuvas amazônicas adiaram a reforma por mais alguns meses. A previsão da construtora é entregar o Floro de Mendonça em dois meses.

“O inverno atrapalhou, mas nós já conseguimos terminar as 135 estacas das novas arquibancadas. Esperamos que agora a obra acelere e a construtora consiga entregá-la em meados de agosto”, afirma o diretor da Metro Quadrado, Luiz Otávio Bastos. Com as alterações nas fundações, o valor da reforma deve aumentar.

“Até o momento todas as alterações que foram feitas foram custeadas pela construtora Metro Quadrado. Nós estamos fazendo um termo de adequação junto à Seinfra, para que o valor da nova estrutura das fundações seja incluído no orçamento. O valor deve aumentar em 20% (cerca de R$ 320 mil)”, garante Luiz Otávio.

Prefere ver para crer
 Principal interessado na reforma do Floro de Mendonça, o Penarol vê a promessa de mais dois meses de obra com ceticismo. “Agora vão entregar em agosto? Adiaram novamente? Eu sinceramente não acredito que essa construtora entregue o estádio antes do final do ano”, desabafou o presidente do clube, Daniel Macedo. O mandatário do Leão também listou os prejuízos que o clube deve ter com o atraso na obra.

“Só podemos colocar mil pessoas no estádio. Assim, o preço do ingresso aumenta pra que a gente pague as despesas. Como as arquibancadas que restaram estão atrás dos gols, a pressão da torcida nos adversários é menor”, enumerou Macedo. A diretoria do Leão ainda estuda a possibilidade de mandar alguns jogos do clube em Manaus.

Luiz Otávio Bastos - Diretor da construtora Metro Quadrado

1  Por que após tantos problemas a obra ainda caminha a passos tão lentos?
Tivemos vários obstáculos no decorrer da construção, mas quase tudo foi superado. E fizemos muita coisa, principalmente na estrutura elétrica e nos vestiários do estádio. Atualmente, 56 operários cuidam da construção do Floro de Mendonça. A previsão é que esse número de trabalhadores dobre no próximo mês. Aí vamos conseguir terminar tudo em meados de agosto.

2  Há algo que ainda pode atrapalhar o cronograma atual da obra?
Existem alguns postes com fios de baixa e alta tensão ao redor do estádio que vão ficar quase na altura das novas arquibancadas. Eles vão ficar muito próximos ao torcedor. Para evitar qualquer tipo de acidente, já fizemos uma solicitação para que a Amazonas Energia solucione o problema.