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Copa Super Kart: Promessa quer virar realidade

Jovem piloto Gabriel Abud acelera firme com o objetivo de desbancar domínio de Adriano Pizzonia no kartódromo da Vila Olímpica 13/10/2012 às 17:03
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Gabriel Abud disputa campeonatos na região Sudeste do País
Nathália Silveira Manaus

Aos 16 anos de idade, Gabriel Abud chamou atenção dos amantes da velocidade ao completar a primeira etapa da Copa Super Kart, realizada no mês passado, na segunda colocação. Tido como uma promessa para - quem sabe? - deter o piloto Adriano Pizzonia no asfalto, o garoto está cheio de gás para seguir fazendo bonito. Com 18 pontos, o jovem piloto da Equador poderá confirmar que seu desempenho não foi obra do acaso, neste domingo, na segunda etapa da competição, que será realizada às 10h, no kartódromoda Vila Olímpica.

“Para mim não foi surpresa eu ficar em segundo lugar, pois isso é resultado do trabalho que venho desenvolvendo, com muito treino, acerto de chassi e estratégia em equipe. Além disso, ganhei muita experiência com o evento do ano passado e esse ano já venho com uma melhor desenvoltura. Até porque, participo de campeonatos fora do Estado”, contou Gabriel, referindo-se ao Campeonato Mineiro, onde o garoto está a seis pontos do primeiro colocado, podendo conquistar o título da competição no dia 24 de novembro, quando disputará a última etapa em Belo Horizonte na categoria novatos.

 Outras ‘batalhas’

 Além do Campeonato Brasileiro, o menino ainda participará do Grand Prêmio RBC, marcado para o dia 16 de dezembro, em Interlagos, em São Paulo. Lá, o garoto terá que fazer quatro corridas em busca do prêmio que ainda não teve valor divulgado.

“Participar desses circuitos ajuda muito na hora em que tenho que vir para a Super kart. Até porque nos campeonatos fora daqui a gente utiliza motor dois tempos e tem um material mais agressivo e rápido. Para se ter uma idéia, na Super Kart eu faço 105 Km/h e nos eventos de Belo Horizonte e São Paulo eu faço 150 Km/h. Assim, é preciso muito mais força para aguentar o ritmo”, explica a fera, que tem mais facilidade de “deslisar” nas pistas baixas, do que nas altas. Ou seja, as que tem mais curvas.

Apesar de estar confiante em fazer a pole logo mais, Gabriel confessa que um fato em especial vem lhe preocupando. Nesta semana, o diretor de prova e organizador do evento, James Bala, anunciou que o peso total  do carro com piloto passará a ser de 190 quilos, ao invés de 185 quilos, como ocorreu em toda a edição passada. Entretanto, para o garoto, a nova determinação prejudica os atletas mais leves, que pesam entre 50 a 70 quilos, como o próprio Gabriel, que precisará adicionar sete quilos de chumbo ao banco.

“No maior traçado da pista (de mil a 1.300m) eu faço 1min3s em cada volta. Mas, com sete quilos a mais de chumbo, eu vou perder dois centésimos de segundo em cada volta, o que no resultado final pesa muito”, afirma o adolescente, que tem o apoio incondicional do pai, Márcio Abud. “Ele é um supercompanheiro. Não seria nada sem ele”, comenta o piloto, que no feriado da sexta-feira treinou de 9h às 18h no kartódromo.

Gabriel Abud - Piloto da Equador de apenas 16 anos de idade

1  Como você faz pra lidar com os estudos e os demais campeonatos?
Sempre me organizo para não faltar as etapas. Estudo em um escola integral (Laviniense) e treino sempre aos finais de semana. Passo o sábado e domingo inteiro treinando.

2  Qual o conceito que você tem do Adriano Pizzonia, que é um dos caras mais temidos no meio do kart?
Para mim ele é um piloto incrível, que tem muito a ensinar pois já tem mais de 20 anos de carreira.  Sou um profundo admirador e o respeito muito.

3  O kart ajuda você de alguma maneira como aluno (Gabriel faz o 2º ano do ensino médio)?
Ah, com certeza. O kart ajuda muito na física. Nesse ano e ano passado, por exemplo, eu participei das Olimpíadas Escolares de Física  e me deparei com perguntas sobre carros da Fórmula 1. Consegui responder pois vivencio  tudo na prática.