Publicidade
Esportes
Craque

Corregedor-geral Ricardo Trindade assume posto de defensor-geral do AM

A posse de Trindade deve acontecer a partir desta quinta-feira (19). Contudo, a decisão sobre quem assumirá de forma efetiva a Defensoria do Estado, será definida pelo Conselho Superior da Defensoria Pública do Estado 18/01/2012 às 15:29
Show 1
A posse de Trindade deve acontecer a partir desta quinta-feira (19)
JOELMA MUNIZ Manaus

Após o pedido de exoneração do Defensor-Geral do Estado, Tibiriçá Valério, nessa terça-feira (17), quem assumirá interinamente o cargo é o corregedor-geral da Defensoria Pública do Amazonas, Ricardo Trindade.

A posse de Trindade deve acontecer a partir desta quinta-feira (19). Contudo, a decisão sobre quem assumirá de forma efetiva a Defensoria do Estado, será definida pelo Conselho Superior da Defensoria Pública do Estado, o que deve acontecer nos próximos dias ,segundo o presidente da Associação dos Defensores Públicos do Estado, Carlos Almeida.

“A Defensoria é uma instituição independente. Essa decisão do ex-procurador-geral deveria ter sido posta em prática quando a pareceram os indícios de fraude no certame do órgão; a saída dele serve para preservar a imagem da Procuradoria”, analisou.

Entenda o caso

Ao menos 10 malotes contendo cadernos de provas do concurso para o cargo de Defensor Público do Estado do Amazonas foram apreendidos  poucos dias após a realização do certame, na sede do Instituto Cidades, localizada no Centro de Manaus, durante os trabalhos de busca e apreensão realizados por equipes da Polícia Civil, em cumprimento aos mandados de prisão expedidos pela juíza Elza Vitória Sá Peixoto Pereira.

As ações foram acompanhadas pelo delegado geral adjunto de Polícia Civil, Antônio Chicre Neto e pela promotora de Justiça, Tereza Cristina Coelho, do Centro de Apoio Operacional de Combate ao Crime Organizado (Cao-Crimo) do Ministério Público Estadual (MPE/AM).

Os malotes continham cadernos de provas que foram aplicadas no Instituto de Educação do Amazonas (IEA) e na Universidade do Estado do Amazonas (UEA), e estavam com os lacres violados. Além das provas, também foram levados do local computadores e documentos diversos.

O material foi encaminhado para a sede do MPE/AM, no bairro Ponta negra, Zona Oeste de Manaus, onde foi submetido à perícia técnica.

O advogado do Instituto Cidades, responsável por organizar e aplicar as provas do concurso, Antônio Oliva Veloso,  disse que, apesar de não saber explicar como as provas e os malotes deveriam estar acondicionados, garantiu que “não houve fraude no processo seletivo”.          

Fraude

As suspeitas de que o concurso da Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE/AM) teria sido fraudado foram investigadas, pelo MPE/AM, após um grupo de cinco pessoas – entre candidatos aprovados no certame e defensores públicos -, procurar o Cao-Crimo e afirmar que o candidato Tibiriçá Valério Filho e outros aprovados, teriam obtido algumas das maiores notas no processo seletivo, por meio de fraude. A nota de Tibiriçá Valério Filho no certame foi 80.