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CRAQUE aponta atletas brasileiros que vão brigar por medalhas em Londres

O Brasil terá 259 “soldados” nos Jogos Olímpicos. E um seleto grupo de brasileiros pode fazer bonito na Terra da Rainha 24/07/2012 às 10:03
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CRAQUE aponta atletas brasileiros que vão brigar por medalhas nos Jogos Olímpicos de 2012
Adan Garantizado Manaus

Quase onze mil atletas não vão medir esforços a partir da próxima sexta-feira (27), para conquistar o objeto mais desejado da carreira de qualquer desportista: Uma medalha olímpica.

E até o dia 12 de agosto, essa turma que representa 205 países vai correr, saltar, pedalar, nadar, socar, chutar, atirar, remar, sacar e mais uma infinidade de verbos atrás do valioso “objeto de desejo”.

O Brasil terá 259 “soldados” nesse  “batalhão de atletas”. Boa parte, obviamente, sem muitas chances nas disputas. Um seleto grupo de brasileiros, porém, pode fazer bonito na Terra da Rainha. Para identificar quem são os nossos “favoritos” o CRAQUE ouviu a opinião de alguns especialistas e montou um pequeno “guia” para quem quiser “comemorar” as possíveis medalhas do Brasil nos Jogos Olímpicos de Londres.

Esporte que já rendeu cinco medalhas de ouro para o País, o vôlei concentra uma das maiores possibilidades de medalhas para o Brasil. Odilo Baptistella, que já treinou diversas equipes amazonenses na quadra e na areia acredita que a qualidade técnica de nossos representantes é inquestionável, mas, é preciso adotar um pouco de cautela.

“Há 20 anos atrás, ouvi o vice presidente da CBV falar que nós tínhamos vôlei para duas décadas. Estamos atualmente vivendo um momento de transição”, opinou. Baptistella vê a Seleção masculina, comandada por Bernardinho como coadjuvante na disputa pelo ouro. Já o time feminino possui mais chances de conseguir subir ao lugar mais alto do pódio.

“O grande problema é que o brasileiro ficou mal acostumado a vencer e não aceita outro resultado”, observou. Juliana e Larissa e Alison e Emanuel são as duplas brasileiras que possuem condições de levar o ouro no vôlei de praia. “Nunca um esporte nos trouxe tantas medalhas em tão pouco tempo”, concluiu Odilo.

No basquete, o treinador do Dom Bosco, Maurício Bentes, vê a equipe masculina (que retorna aos jogos após 16 anos) com bons olhos. “Nosso conjunto é bom. O Magnano vem fazendo um belo trabalho. Podemos surpreender, brigar por uma medalha e até mesmo ‘engrossar’ com os EUA”, analisou. O time feminino tem poucas chances na opinião do treinador.

No atletismo, Márcio Soares aponta duas mulheres como “carros chefes” do Brasil em Londres. “Vejo a Fabiana Murer e a Maurren Maggi com boas chances de ouro. Elas possuem bons resultados. Acho difícil outro atleta surpreender. Nosso revezamento 4x100 está bom, mas o nível olímpico é muito alto”, comentou o treinador.

Mesmo desfalcada de Jade Barbosa e Laís Souza, a presidente da Federação Amazonense de Ginástica (FAG) mantém as esperanças de medalhas na modalidade. “Não podemos esquecer do talento da Daiane dos Santos e do Diego Hipólyto”, frisou Verônica.


Água mais tatame
Natação e judô são esportes que sempre rendem bons resultados ao Brasil. E tem tudo para trazer um “caminhão” de medalhas para o país em Londres. Treinador da equipe brasileira em Barcelona, 1992, o amazonense Aly Almeida vê dois talentos tupiniquins brigando pelo ouro na piscina londrina.

“O Cielo tem a melhor velocidade do mundo. Se ele estiver concentrado na hora da prova que a medalha é certa. Já o Felipe França é campeão mundial nos 50 metros peito. É uma prova que ele tem 98% de chances de vencer”, destacou Almeida. O nadador Caio Márcio pode ser a “surpresa” do Brasil em terras Londrinas, na opinião de Aly. Presidente da Federação Amazonense de Judô, Gláucio Mendonça aponta três atletas nacionais como favoritos na modalidade.

“No feminino, a Mayra Aguiar é a melhor do mundo na sua categoria. Ela pode trazer um ouro. Já no masculino, o Leandro Guilheiro e o Thiago Camilo são nomes certos no pódio. Eles são experientes e vão para a terceira Olimpíada. O judô sempre traz medalhas e não será diferente desta vez”, analisou Gláucio.

Únicos representantes do Brasil no taekwondo, Diogo Silva e Natália Falavigna tem potencial para brigar pela medalha dourada. A opinião é do mestre Raimundo Gomes.

Pressão no futebol
Esporte conhecido como a “paixão nacional”, o futebol chega à Londres com o “fardo” de jamais ter conseguido uma medalha de ouro olímpica. Mano Menezes montou um time talentoso, mas que ainda demonstra inconstância nos resultados. Já entre as mulheres, a situação também parece estar complicada. Desde que “estourou” nas Olimpíadas de Atenas, 2004, quando levou a prata olímpica, a seleção brasileira recebeu inúmeras promessas de estrutura, apoio, que nunca vingaram.

O resultado (e as promessas) se repetiram em Pequim, 2008. Em seu terceiro ciclo olímpico, Marta, Cristiane e companhia devem encontrar muito mais dificuldades do que nas últimas duas vezes. Treinador da equipe de futebol feminino do Iranduba, Olavo Dantas aponta o crescimento do futebol asiático como um obstáculo.

“Não temos a presença da Alemanha, mas o futebol asiático cresceu muito. O Japão é o atual campeão mundial e chegará forte em Londres. A Coreia do Norte é outra força asiática. Das doze equipes, o Brasil está entre as 5 melhores”, afirma Olavo, que criticou a estrutura da modalidade no país.

“A renovação é complicada, não temos competições, calendário. Tanto que sete de nossas atletas jogam no exterior”, destacou.