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Esportes
ÍDOLO DA SELEÇÃO DA BULGÁRIA

De férias em Manacapuru, Marcelinho bate um papo com o CRAQUE

O jogador voltou ao campo onde marcou os primeiros gols, falou dos amigos, revelou planos e mergulhou nas lembranças do passado difícil 08/01/2017 às 18:02 - Atualizado em 11/01/2017 às 14:00
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Marcelinho é pentacampeão búlgaro, o jogador tem sete jogos e já marcou dois gols com a camisa da Seleção da Bulgária. Foto: Clovis Miranda
Denir Simplicio Manacapuru (AM)

Recolocar os pés no solo de onde veio. Sentir na sola dos pés a terra onde deu os primeiros passos, as primeiras arrancadas, os chutes. Mais precisamente sentir a terra do bairro da Terra Preta, em Manacapuru. É isso que faz sempre que tem a chance o meia-atacante Marcelo da Costa Nascimento, o Marcelinho, craque do Ludogorets e da Seleção da Bulgária.

Curtindo o período de férias da temporada no campeonato búlgaro, o manacapuruense recebeu o CRAQUE no “quintal” de sua casa, voltou ao campo onde marcou seus primeiros gols, falou dos amigos, revelou alguns de seus planos para 2017 e, principalmente, mergulhou nas lembranças do passado difícil e relembrou suas origens.

Aos 32 anos, Marcelinho voltou ao Campo do Operário, onde hoje está sendo construído um complexo esportivo e cultural. O jogador que disputou sua segunda Champions League com o Ludogorets recordou da infância feliz, mas difícil.

De volta ao Campo do Terra Preta, Marcelinho reencontra suas raízes (Foto: Clóvis Miranda)

“Aqui só me vêm lembranças boas. Vivi minha infância aqui, no bairro onde cresci. Aqui havia um campo muito grande que era o campo do Operário. Aqui a gente brincava muito. Moro a 300 metros daqui e a gente vinha andando mesmo pra jogar bola. Hoje mudou muita coisa. Está sendo feito um complexo, mas acredito que vai ser pra agregar no bairro e ser algo melhor pra comunidade”, disse.

Do Torino a Bulgária

Ainda garoto, Marcelinho deu seus primeiros chutes pelo Torino, tradicional equipe do bairro da Terra Preta. “O time do Torino era muito forte e colocava medo em Manacapuru. Hoje ainda tem, mas com menos prestígio. Depois fui pro Calunga”, relembra o camisa 87 do Ludogorets, que esta temporada briga pelo hexacampeonato búlgaro.

Na entrada de "Manacá", Marcelinho dá show de simpatia (Foto: Clóvis Miranda) 

Depois de brilhar na Champions de 2014, onde marcou contra o poderoso Real Madrid, Marcelinho tomou gosto por marcar contra o time do português Cristiano Ronaldo. Foi convocado para a Seleção da Bulgária e logo na sua estreia  voltou a dar trabalho a CR7, onde marcou gol  contra Portugal.

Ídolo em Razgrad, cidade sede do Ludogorets, Marcelinho também é festejado em Manacapuru. Parado constantemente para as selfies, o jogador relembra dos tempos difíceis, mas não esquece as origens.

“Quando lembro das origens e de onde saí, fico mais feliz ainda porque as dificuldades são muito grandes em sair e chegar numa seleção búlgara e ter sete jogos e tenho dois gols. Tem búlgaro que tem mais de dez jogos e não tem nenhum gol fico feliz de ter ido lá e não só ter passado por lá”, pontua o craque.

Planos para 2017

Além das partidas com a Seleção da Bulgária, Marcelinho ainda briga com o Ludogorets em outra competição na Europa. Eliminado da Champions, o time búlgaro conseguiu de forma inédita se classificar para a Liga Europa.

Contra o Arsenal, Marcelinho em ação pelo Ludogorets (Foto: Divulgação)

“Pela primeira vez na história aconteceu de um clube búlgaro jogar a Champions e classificar para a Liga Europa. A gente estava na fase de grupos da Champions, mas caímos no mata-mata da Liga, isso jamais havia acontecido. Vamos pegar o Copenhagen-DIN no dia 16 de fevereiro”, comemorou o meia.

Mesmo não chamado pelo técnico Petar Hubchev, que substituiu Ivaylo Petev há pouco tempo na seleção búlgara, Marcelinho - que é o primeiro amazonense a vestir a camisa de uma seleção nacional de futebol - sonha voltar a vestir a camisa da Bulgária.

Com a Seleção da Bulgária Marcelinho já tem dois gols (Foto: Reprodução)

“Dessa vez eu não fui. Mudou o treinador e acredito que tenho muita coisa pra fazer lá. Temos um ano de 2017 de eliminatórias todo pra cumprir e quem sabe de repente a gente entra mais ainda pra história classificando a seleção búlgara mais uma vez pra uma Copa do Mundo. Tudo pode acontecer e fico muito feliz por esse pouco tempo em que estive lá  já ter feito alguma coisa”, concluiu Marcelinho.