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MUITA MORAL

Destaque no Peladão, conheça 'todos os homens do presidente' do Casinha Branca

Casa Branca lembra a residência oficial do presidente dos EUA, então conheça o presidente Moa “Trump” e o seu esquadrão que eliminou o T5 Jamaica, atual campeão do Principal 06/01/2018 às 15:06 - Atualizado em 06/01/2018 às 15:34
Show moa
Presidente Moa, do Casinha Branca, tira onda com Donald Trump, presidente da Casa Branca (Foto: Antonio Lima)
Denir Simplício Manaus (AM)

De desconhecido e por isso pouco respeitado a time temido no Peladão 2017. Essa é a fama do Casinha Branca Nova Geração depois de eliminar o atual campeão da categoria principal, T-5 Jamaica da Compensa no último mata-mata do maior campeonato de futebol amador do planeta.

O time do Jorge Teixeira Primeira Etapa é uma daquelas gratas surpresas dentro do futebol. Equipe intitulada “raiz”, o time da Zona Leste da cidade foi formado quase que em cima da hora pra disputa do Peladão 2017. Composto exclusivamente por boleiros da comunidade, o Casinha Branca recebeu o curioso nome por causa de uma certa “Casa Branca” construída nos primórdios do bairro.

“O nome (do time e da comunidade) se deu porque quando o bairro começou havia uma casa de saúde e ela era toda branquinha. Assim, a primeira etapa do Jorge Teixeira acabou ficando conhecida como Casinha Branca. Todo mundo que adoecia com suspeita de malária dizia logo que ia pra casinha branca fazer exame”, conta o responsável pelo time da Zona Leste de Manaus, Moacir Mota Mourão, 46, mais conhecido no bairro como “Moa”.

Moa 'Trump' e seus homens de confiança do Casinha Branca (Foto: Antonio Lima)

A união e o bom humor são marcas registradas do Casinha Branca. E como toda Casa Branca que se preza tem seu presidente, Moa tira onda até com o “todo-poderoso” presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. “Quando formamos o time, eu me responsabilizei e acabei virando o presidente. Depois, os meninos começaram a brincar dizendo que eu era o presidente da casa branca e o presidente da Casa Branca é o Donald Trump. Mas a gente faz isso só pra tirar onda mesmo, por brincadeira”, enfatiza Moa, o “presida” do Casinha Branca.

O 'presida' do bem

Ao contrário do presidente norte-americano, que vive arrumando confusão com o resto do mundo, o mandatário do Casinha Branca fez questão de reunir todos, principalmente feras no elenco. Exemplo disso é o artilheiro do time na competição. Com 12 gols, Vitinho já foi atleta da base do Rio Negro - onde foi vice-campeão Estadual de Juniores ano passado - e tem sido um dos destaques da equipe no torneio.

Além de Vitinho, outros craques formados nas peladas do campo da Casinha Branca foram incorporados ao time semanas antes da estreia no Peladão. “A gente foi juntando um daqui e outro dali, mas nosso time é tudo cria do Campo da Casinha Branca. Jogadores como o Fábio Marcus, Vitinho, Éverton, Maikizinho, etc. Todos eles são jogadores que saíram de lá. E todos eles jogam por amor à camisa e a comunidade mesmo”, comentou Moa.

Pra um estreante no Peladão, a campanha do Casinha Branca Nova Geração é pra deixar os adversários amarelos de medo. Foram dez apresentações e dez vitórias seguidas na competição. Antes de despachar o T-5 Jamaica da Compensa, o Casinha Branca já tinha dado mostras de sua força diante de times com mais história na disputa, como o Tigres do São José I, Apolo Clube, Jorge Tex B, Amigos do Guri entre outros. A briga dos “homens do presidente Moa” agora é contra os vizinhos do Recanto do Jacaré/Teixeirão FC. Uma nova vitória coloca o Casinha Branca nas quartas de final do Peladão.

Pai e filho na luta pelo título

Moradores do bairro Jorge Teixeira, o ex-atacante do Rio Negro, Fábio Marcus, e o filho dele, Lucas Almeida, são duas das feras do Casinha Branca no Peladão 2017.

Bicampeão do maior campeonato de peladas do mundo, Fábio Marcus marcou seu nome na história do Galo da Praça da Saudade quando ajudou o Rio Negro a conquistar o Barezão de 2001, coincidentemente o último título do clube.

O pai, Fábio Marcus, e o filho, Lucas Almeida, atuam juntos no Casinha Branca (Foto: arquivo pessoal)

Hoje, aos 37 anos, o ex-artilheiro do Galo agora é o camisa 9 do Casinha Branca e ao lado do filho, que faz parte das categorias de base do Rio Negro vem dando alegrias aos torcedores da comunidade onde escolheram residir.

E como filho de peixe, peixinho é, foi de Lucas Almeida o gol da classificação do Casinha Branca contra o temido T-5 Jamaica da Compensa no último mata-mata do torneio. O garoto entrou no fim do segundo tempo e não perdeu a única chance que teve na partida para sacramentar o triunfo da equipe da Zona Leste sobre o time da Zona Oeste de Manaus.