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Dia dos namorados: Esporte desperta amor e rompe barreiras

Apaixone-se por essa história... Sonny Ferreira e Wivianne Ferreira deixaram as diferenças de lado e apostaram no amor 12/06/2012 às 11:26
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Sonny Ferreira e Wivianne Ferreira deixaram as diferenças de lado e apostaram no amor
Nathália Silveira Manaus

“Ela é a mulher da minha vida. É a moldura mais linda do meu dia-a-dia”. Com essas palavras, o aspirante a professor de Educação Física, Sonny Ferreira, fala sobre sua amada, Wivianne Ferreira. Sonny é professor de futsal no projeto ‘Viva as diferenças’ desde 2010. E lá, conheceu “Wivi”, que é portadora de deficiência física (PCD) desde 2005, quando perdeu a perna esquerda por um erro médico.

Mas usar uma prótese nunca foi motivo para que ela parasse de acreditar em seu príncipe encantado. Ele chegou, deixou o “cavalo e armadura” de lado e preferiu mostrar seus dotes na quadra. Ele veio disposto a amá-la incondicionalmente. “Eu a amei desde primeiro instante que a vi. E me apaixonei por ela. Agradeço ao professor Eldo Gomes (coordenador do projeto) por ter me apresentado a Wiviane”.

Sony conta que nunca teve problema em se relacionar com PCDs. Segundo ele, o trabalho com esporte sempre o ajudou a aceitar bem as diferenças.

Wiviane e Sony namoram há um ano e seis meses. Mas bastaram três meses juntos para eles “juntarem as escovas de dente”. “Consegui ser incorporado à equipe”, brincou o apaixonado, que para o dia mais romântico do ano, já tem planos para surpreender Wiviane:

“Vou pedi-la em casamento e quero casar no dia 12/12/12. Uma data única e com um número que representa sorte para gente”, disse Sony, ao revelar que conheceu a namorada em um dia 12, e que sua camisa no futebol também tinha o mesmo número.

“Quando o conheci, também emprestei o número dele e passei a usar a camisa 12 no basquete”, disse Wiviane, que teve sua perna amputada em 2005, após fazer uma cirurgia para retirada de um tumor na pele.

“Aos 25 anos perdi a perna por erro médico, mas não fiquei revoltada. Tentei trabalhar para que tudo que eu fazia antes da deficiência, pudesse fazer depois”, conta a professora, que desde então pratica basquete adaptado e usa uma prótese para realizar suas atividades, inclusive caminhar com o namorado.

“A gente participa dos eventos esportivos. Ele me acompanha e, ao invés de correr, caminhamos. Isso nunca foi um empecilho. Estamos doidos para ter uma família, com o Sonny Ferreira Júnior”, sorri Wiviane, que num lance livre, fez a maior jogada de sua vida: apostou no amor.

Conheça o projeto
 O projeto “Viva as Diferenças” é uma iniciativa da Secretaria Municipal de Desporto e Lazer (Semdej) e tem por finalidade proporcionar a inclusão social de Pessoas com Deficiência (PCDs) nos centros de esporte e lazer com atividades físicas.

O projeto envolve várias modalidades esportivas adaptadas, entre elas: goalball (para deficientes visuais), jogo de estafeta (portadores de paralisia cerebral), bocha parolímpica (portadores de paralisia cerebral), futebol de campo (para deficientes mentais leves e para deficientes auditivos), queimadas (deficientes auditivos), futsal (para deficientes visuais, auditivos e mentais), e atividades diversas, como natação, vôlei, tênis de mesa, boliche, jogo de argolas.

O “Viva as Diferenças” é gratuito e  iniciou no dia 13 de julho de 2001 para atender inicialmente à Mini Vila do Coroado e, posteriormente, os Centros Municipais de Esporte e Lazer distribuídos nas zonas da Cidade de Manaus.