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Esportes
HOMENAGEM

Dirigentes e torcedores relembram legado deixado por Amadeu Teixeira

O enterro do ex-técnico e lenda do futebol amazonense foi marcado para as 16h desta quarta (8) no Ginásio Polioesportivo do Amazonas 08/11/2017 às 16:43 - Atualizado em 08/11/2017 às 17:01
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Foto: Arquivo A Crítica
Camila Leonel Manaus (AM)

Dirigentes e torcedores de clubes amazonenses passaram pelo Ginásio Polioesportivo do Amazonas, em Manaus, na manhã desta quarta-feira (8) para prestar a última homenagem à lenda do futebol amazonense Amadeu Teixeira, fundador e ex-técnico do América Futebol Clube, que faleceu ontem por falência múltipla dos órgãos.

Apesar da diferença dos times de coração e de muitas vezes serem adversários em campo, o reconhecimento do trabalho e do legado de Amadeu Teixeira foi unânime entre eles. Como o vice-presidente do Fast, Cláudio Nobre, que falou que a convivência com Amadeu começou bem antes dele iniciar o trabalho no Tricolor de Aço.

“Passei a conviver (com Amadeu) quando tinha um negócio no CSU (do Parque Dez) e ele treinava as categorias de base dele lá. Passei muitas tardes conversando com ele. Isso tem mais de 30 anos e a gente teve essa convivência no CSU e depois no futebol. Coisa de dez anos atrás ele já estava aposentado, mas sempre atuante na beira do campo, na Faf (Federação Amazonense de Futebol)”, disse.

Segundo Nobre, o amor pela vida ficará marcado na pessoa de Amadeu Teixeira “Ele sempre foi lúcido e defendia seus ideais. O legado dele não se apaga”, disse.

Boa parte desse legado deixado por Amadeu, mencionado pelos dirigentes, é exemplo de amor e luta de quem dedicou a vida ao futebol amazonense, como lembrou o presidente do Nacional, Roberto Peggy.

“Ele era referência para todos que pensaram, eram e são diretores de futebol aqui. Ele tinha um amor incondicional pelo América. Fez muito não só pelo clube, mas pelo futebol amazonense. O Amadeu era uma lenda viva ficou para a nossa história e a gente tem que vir prestar essa homenagem pessoa que deixou um legado muito grande para nós e devemos seguir os ensinamentos dele na nossa caminhada”, disse Roberto Peggy.

Já o presidente do Sul América, Luis Costa, mencionou a importância de não só lembrar da trajetória de Amadeu Teixeira, mas agir em favor do futebol local. “Se as pessoas se conscientizarem e tentarem fazer metade do que ele fez pelo futebol amazonense, a coisa muda no futebol daqui. O maior legado dele foi a categoria de base. Foi um presidente de clube que treinava o time. Eu inclusive passei por lá. Fui um dos centro avantes  do América. Ele brigava com o juiz, sempre estava lá lutando pelo que ele acreditava”.

A crença no futebol de base e o trabalho dele na formação de jogadores rendem frutos até hoje. O técnico de futebol Roberley Assis, que também trabalha com categorias de base, mencionou que existe um campeonato de base chamado Amadeu Teixeira, uma homenagem a quem nunca esqueceu do alicerce do futebol amazonense.

“O Amadeu é uma referência não só a nível estadual como nacional e ele sempre valorizava a base. Aliás, existe a Copa Amadeu Teixeira que é justamente para jogadores de base. Então ele é uma referência. Deixou um legado ético de respeito e amor ao futebol amazonense”, disse Roberley Assis.

E não são apenas os dirigentes que reconhecem a importância de Amadeu Teixeira. Os torcedores amazonenses, mesmo vestindo outras cores, destacaram a importância do trabalho de “seu Amadeu”, como Rosário Almeida, torcedora do Rio Negro.

“É uma pessoa que vai deixar muita saudade. Ele era um ser humano, uma pessoa respeitada e ensinou muita coisa para muitos jovens. Sou rionegrina, mas tenho um grande respeito por ele. Futebol é dentro do campo, nas quatro linhas, mas saiu de lá somos amigos”, disse Rosário Ameilda.

A torcedora do Rio Negro reconhece ainda a importância de Amadeu Teixeira na defesa dos times locais. “Ele lutou muito por isso. Para as pessoas valorizarem os lugares dos times de Manaus. Hoje não vemos muito isso, mas quem sabe um dia”, completou.