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Dissica Thomaz conta como foi a articulação para trazer a Seleção Olímpica a Manaus

O presidente da Federação Amazonense de Futebol e da delegação do Brasil conta como o bom relacionamento com o time, trouxe a seleção olímpica para solo baré 10/10/2015 às 22:17
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Chefe da delegação brasileira, Dissica esteve com a seleção sub-20 na disputa do Mundial na Nova Zelândia
Camila Leonel Manaus (AM)

Desde a madrugada da última terça-feira, Manaus é a capital da seleção brasileira sub-23, que irá em busca do inédito ouro olímpico para o Brasil nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro em 2016.

Os amistosos contra República Dominicana e Haiti, são uma oportunidade para que a seleção canarinho se prepare e faça testes antes das Olimpíadas. Para a torcida brasileira, é uma oportunidade de ver jogadores, que apesar da pouca idade, já brilham nos gramados dentro e fora do Brasil. Além dos brasileiros, os haitianos que vivem em Manaus poderão ter a oportunidade de ver a seleção do seu país.

A ideia de realizar  os amistosos  surgiu em maio de 2014 durante o Torneio Internacional de Toulon - realizado na França - quando o líder  da delegação brasileira e presidente da Federação Amazonense de Futebol (FAF), Dissica Thomaz Valério, pensou em um torneio entre três seleções que incluía Brasil, Portugal e Colômbia para movimentar o esporte no Amazonas.

Sempre presente entre os jogadores, membros da comissão técnica e dirigentes da CBF, Dissica aproveitou a proximidade e iniciou conversas para acertar a competição, porém na prática, o plano sofreu alterações.

“Essa articulação (para trazer os jogos) começou no torneio da França, em Toulon, há um ano e meio. Estive lá e nós acertamos com a seleção colombiana e portuguesa para fazermos aqui, em novembro, um torneio envolvendo a seleção brasileira. Era o momento que estavam lançando o vôo direto que ligava Manaus a Lisboa. Essa foi a ideia inicial, mas houve mudança por parte da CBF”, explicou o dirigente.

Dissica conta que com a articulação foi possível trazer os jogos da seleção para Manaus, mas os adversários do Brasil foram definidos pela Confederação de Futebol.

“Foi conversado um seminário com a comissão das categorias de base do Brasil que continua sendo trabalhada e sábado (10), às 10h, foi dado o start desse projeto com palestras de 2h30 de duração (das 10 às 12h30) para treinadores, professores de educação fisica que militam no futebol, que aconteceu no Caesar e isso já é uma preliminar desse seminário que deverá acontecer até o final do ano”, explicou.

Dando as boas vindas

Como bom anfritrião, tão logo a seleção desembarcou em solo baré, Dissica deu as boas vindas e conversou com os jogadores no hotel, na Zona Centro-Sul de Manaus, onde estão hospedados. “Eu conversei com eles, fiz uma mensagem de boas-vindas durante uma reunião que aconteceu no final da manhã de terça-feira”, contou.

O presidente da FAF também é presidente de delegação há mais de cinco anos e já foi à duas Copas do Mundo. A última competição em que ele foi chefe de delegação foi na Copa do Mundo Sub-20, na Nova Zelândia entre os meses de maio e junho. Na ocasião, os garotos do time canarinho se sagraram vice-campeões mundiais.

Três perguntas para Dissica Valério

1. Como é o seu convívio com os jogadores das seleções que você chefia?

Sou um presidente que convive com a seleção de perto. Quando viajo com eles, eu não tenho outra atividade a não ser aquela relacionada aos jogadores e comissão técnica. Eu participo desde reuniões, treinos e até de rachão. Fico integrado mesmo.

2. Com a seleção jogando aqui, que mudanças você acha que podem acontecer em termos de relação torcedor/seleção?

Eu vejo de uma maneira maravilhosa e a gente vem trabalhando isso: motivar o torcedor e mostrar para todo o Brasil e exterior essa nova safra. Então é importante o torcedor conhecer os jogadores para incentivar as pessoas  ficarem mais ligados no futebol e retornar ao futebol.

3. E qual o impacto que jogos como esses podem trazer para o futebol amazonense?

Com a Copa, a grande esperança nossa era que as pessoas começassem a pensar futebol e ir para os estádios,  o que não aconteceu. Nós tivemos um campeonato que não havia tanto público nos estádios, mas nem por isso nós vamos desistir do futebol.