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Futebol Feminino

Craque do Iranduba, Djenifer fala sobre o primeiro título com a seleção feminina

Capitã do Iranduba fala sobre experiências na seleção, convivência com a rainha Marta e o primeiro título com a Seleção Brasileira Principal, conquistado na China. 04/11/2017 às 18:09 - Atualizado em 05/11/2017 às 15:11
Show djenifer
(Foto: Reprodução CBF)
Camila Leonel Manaus (AM)

Para Djenifer Becker, o ano de 2017 marcou apenas o reencontro dela com a Seleção Brasileira. Ele foi coroado com um título na Copa CFA da China, no mês de outubro. A conquista é a primeira pela seleção principal. Os títulos de Djeni com a camisa canarinho haviam sido, até então, o Sul Americano na Seleção Sub-17 e Sub-20. 

O título veio após a o empate contra a China por 2 a 2 no último dia 24 em um torneio triangular. A jogadora, que em anos que já conquistou títulos em clubes e seleções de base, confessa que a conquista com o time principal é diferente das anteriores.

“É diferente, lógico. Lembro de quando assistia elas na TV, sonhava em jogar com a Marta, com a Formiga, na época que estava na Seleção, com a Cristiane, que hoje não faz mais parte infelizmente. Mas é muito bom estar lá e contribuir com isso”, disse a jogadora que além de realizar o sonho de jogar ao lado de referências, pôde conviver mais de perto com a rainha do futebol, Marta. “A partir da terceira convocação eu sempre ficava no mesmo quarto que ela. E a gente vai acostumando, vai criando uma intimidade e ela é o que vê nas redes sociais. É extrovertida e engraçada. Com ela não tem tempo ruim. É um privilégio. Quando eu posto coisas nas redes sociais com ela, as pessoas comentam ‘manda um beijo pra Marta, fala pra ela mandar um vídeo...todo mundo realmente é fã da Marta. Eu também sou fã dela, mas poder ter esse contato mais próximo com ela é sensacional”.

E as novidades não pararam por aí. Convocada por Vadão pela primeira vez, ela conta que as mudanças não foram tantas, pelo menos no que diz respeito ao clima entre as jogadoras. “Em questão de treinador foi a minha primeira vez com o Vadão e essa comissão, mas o clima entre as atletas foi o melhor possível como sempre. É um novo ciclo. Então era focar no trabalho, focar no torneio e a gente conseguiu sair campeãs”, explicou.

Três perguntas para Djenifer Becker, meia do Iranduba
 

Vocês estavam na China. Quais mudanças foram mais marcantes em relação ao país?

O fuso muda bastante: 12h pro horário de Manaus. A alimentação tem que comer algumas coisas que não está acostumado. A gente tinha camarão todos os dias, mas não é aquele camarão alho e óleo gostoso. É só água e joga sal em cima e come. As carnes são complicadas. Algumas experimentei, outras eu deixei quieto.

O que você traz de experiência da seleção e tenta usar no Iranduba?
Pra dentro de campo principalmente, o ritmo de jogo que na seleção é muito rápido. O jogo fora do pais, o futebol europeu é rápido e tento implantar ditar um ritmo veloz. Também tem a questão de responsabilidade: sou uma jogadora de seleção, tenho que ser exemplo, trazer um pouco disso ensinar para as mais novas que estão entrando no Iranduba.
 

E já dá para sonhar com uma convocação para a Copa América ano que vem?
Tem que trabalhar muito porque começa a afunilar. Não sei se vão 18 ou 20 jogadoras então o nível vai aumentando. Tem a briga pelo espaço, que é uma briga sadia, mas existe. Então tem que trabalhar.