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EM CONSTANTE EVOLUÇÃO

Em Manaus, Lucarelli fala sobre o início do novo ciclo da seleção brasileira de vôlei

O Portal A CRÍTICA aproveitou a passagem da equipe canarinho por Manaus e conversou com o ponteiro, um dos principais nomes do grupo 16/08/2017 às 15:58
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Lucarelli foi o nome mais celebrado pela torcida amazonense que lotou a arena Amadeu Teixeira nesta terça. Foto: Antonio Lima
Lorenna Serrão Manaus

Nesta terça-feira (15), a seleção brasileira de vôlei masculino enfrentou os Estados Unidos em amistoso realizado na Arena Amadeu Teixeira, em Manaus. O Portal A CRÍTICA aproveitou a oportunidade para bater um papo com um dos melhores atletas dessa geração, o ponteiro Lucarelli, campeão olímpico nos Jogos do Rio 2016. À nossa equipe, o jogador de 25 anos falou sobre o início do novo ciclo, troca de técnico, renovação do grupo, relembrou as Olimpíadas no Brasil e a conquista da medalha de ouro.

Ao contrário da equipe feminina que teve uma renovação quase de 100%, a masculina não sofreu tantas mudanças em relação a novos atletas, mas quem acompanha o voleibol nacional logo percebeu que o grupo que desembarcou na capital amazonense, na última segunda-feira, estava recheado de novas caras. Da turma que conquistou o ouro no Rio de Janeiro, ano passado, apenas Maurício e Lucarelli jogaram na Arena Amadeu Teixeira.

Para Lucarelli, o grupo mudou em relação ao ano passado, mas nem tanto assim. “Acho que as mudanças não foram tantas. Tem jogadores mais novos, nem tanto de idade, mas de experiência na seleção mesmo. Eu acredito que todo mundo já se acostumou com o espírito que é o treinamento e na conduta que a gente leva aqui na seleção”, disse o ponteiro, que também falou sobre o início desse novo grupo.

“O começo foi realmente muito bom. A gente fez a final da Liga Mundial em um jogo de 3 a 2 com uma das melhores equipes da atualidade, então a gente fica muito feliz. Ganhamos o Sul-Americano, que garante vaga para o Mundial. Então acho que o ciclo começou bem, é sempre uma pressão, uma expectativa muito grande, mas acredito que a gente está muito confiante”, completou.

Troca no comando
Mas a maior renovação na seleção masculina de vôlei foi exatamente no comando. Afinal, depois de 16 anos no cargo, Bernardinho, bicampeão olímpico e um dos maiores técnicos da história do vôlei mundial, deixou o grupo oficialmente no início do ano. E Renan Dal Zotto foi chamado para assumir a vaga. Velho conhecido dos atletas, já que antes ocupava o cargo de diretor de seleções, o treinador tem agradado o time.

“Esse processo de adaptação com o Renan tem sido bem tranquilo. Ele já nos acompanhava nas viagens como diretor de seleções, então temos uma relação boa. É um cara nota 10, estamos totalmente adaptados, é um estilo diferente do Bernardinho, mas os dois são excelentes profissionais”, completou Lucarelli.

Sem medo da pressão
Nos Jogos de Londres 2012, Lucarelli era visto como uma das maiores promessas do voleibol nacional, ele não participou das Olimpíadas naquele ano. Mas, em 2016, nos Jogos do Rio, foi peça fundamental para a conquista do ouro e mostrou que há tempos já é uma realidade. O jogador de 25 anos não teme sofrer pressão.

“Eu acredito que mesmo que venha essa pressão, é uma coisa natural do esporte, acho que quando a gente chega na seleção, a gente já vem com essa pressão. A gente pegou uma geração que tinha ganhado muito, então a gente entrou um pouco com essa pressão, é uma coisa bem tranquila. E temos uma equipe muito qualificada isso deixa qualquer pessoa mais tranquila”, disse Lucarelli.