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Empate no Engenhão: Nem Botafogo, nem Fluminense, formalizam vitória

O toque do Seedorf no cruzamento para o gol de Bolíviar, decretou o empate em 1 a 1 no primeiro clássico do Carioca diante de 10.474 presentes 28/01/2013 às 09:33
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Wellington Nem marcou um gol, mas parou nas mãos de Jefferson
acritica.com ---

Num momento em que os times ainda estão se preparando, as ótimas condições do gramado do Engenhão deram um tom de esperança para os desafios do ano. Ao estender o tapete verde para receber seus rivais, o Botafogo viu Wellington Nem desfilar a superioridade tricolor até tropeçar nas próprias irregularidades. Após abrir o placar com um golaço, que combinou habilidade, lucidez e força, o atacante desperdiçou a chance do segundo gol e da afirmação da juventude sobre a experiência.

Sem precisar correr tanto com a bola, bastou a Seedorf o toque de primeira no cruzamento para o gol de Bolíviar que decretou o empate em 1 a 1 no primeiro clássico do Carioca diante de 10.474 presentes. Num campo em que a evolução saltava aos olhos, Botafogo e Fluminense exibiram qualidades e defeitos do ano passado e foram iguais em suas diferenças.

Antes do jogo, o minuto de silêncio pelas vítimas de Santa Maria fez o Engenhão se calar em profunda comoção. Liberado do jogo para cuidar da filha de dois anos que quebrou o braço em Porto Alegre, Edinho foi substituído por Diguinho. No Botafogo, a torcida teve que esperar pela estreia de Seedorf. Do banco, o camisa 10 viu o Botafogo começar o jogo com a marcação avançada. Aos 13 minutos, em lance polêmico, Bruno Mendes sofreu pênalti ignorado por Péricles Bassols Na primeira escapada do Fluminense, Wellington Nem entrou livre pelo meio mas foi travado fora da área pela saída de Jéfferson.

Aos 27, Thiago Neves cobrou falta rente à trave. Aos 42, Nem carregou a bola desde o campo de defesa e tabelou com Bruno antes de bater rasteiro para fazer 1 a 0. No segundo tempo, o Botafogo tentou se lançar ao ataque, mas foi o Fluminense que logo levou perigo. Após cruzamento de Bruno, Valencia desviou de letra e Jefferson espalmou. Na sequência, Welinton Nem quase marcou de bicicleta, mas o lance já estava parado por impedimento.

Aos 7, com a entrada de Seedorf no lugar de Jadson, o alvinegro passou a trocar passes no campo de ataque numa estratégia tão necessária quanto arriscada diante da necessidade do empate e do poder dos contragolpes do atual campeão brasileiro. Por outro lado, a tendência de recuar após abrir vantagem deixava o tricolor no limite entre o sofrimento e o alívio. Aos 21, Jean lançou Nem que entrou livre mas mandou a chance do segundo gol em cima de Jéfferson. No rebote, Jean chutou fraco e o goleiro usou os pés para salvar mais uma. O castigo veio em seguida. Em meio a uma série de rebatidas na área, Seedorf precisou de apenas dois toques na bola para clarear a confusão. Depois de tabelar com Lodeiro, cruzou de primeira para deixar Bolívar sem marcação, na pequena área.

Bota lamenta chances

“Não podemos desperdiçar chances em clássicos. Tivemos oportunidades de matar o jogo no primeiro tempo. Fica a lição de atacarmos mais, com mais precisão”, disse o zagueiro Antônio Carlos. A precisão só veio com a entrada de Seedorf. O meio-campo pôs a bola na cabeça de Bolívar. O zagueiro, que marcou seu segundo gol pelo Botafogo, destacou a importância do holandês. ”Quando se tem um jogador desse nível, temos que aproveitar”, afirmou Bolívar.

“Conseguimos tomar conta no segundo tempo. Eu estava no momento certo, no lugar certo. Clássico sempre é decidido no detalhe. Não era o que esperávamos mas somamos um ponto”. Bolívar foi contratado no início do ano e conquistou a vaga de titular com a ausência de Dória, que estava na seleção sub-20. Mesmo com a volta do zagueiro, o ex-jogador do Inter manteve a posição e atuou nas três partidas da temporada. “Todos têm condições de serem titulares. Este tem sido um momento único, importante para mim e fui iluminado mais uma vez”, declarou.

Lamento pelo gol do Bota

Na opinião do lateral-direito Bruno, do Fluminense, o tricolor teve oportunidades de vencer a partida contra o Botafogo, no primeiro clássico do Campeonato Carioca de 2013, neste domingo (27). Bruno deu o passe para o gol de Wellington Nem, que abriu o placar no Engenhão. Bolívar, em grande jogada de Seedorf, empatou o jogo.

Questionado sobre a atuação da equipe das Laranjeiras, o lateral afirmou que ficou um “gostinho meio amargo” pelo empate, após o time ter feito o primeiro gol. “A gente teve oportunidades de matar o jogo. Mas é boa a equipe deles Foi um jogo bonito. A gente esteve perto de sair com a vitória. Fica um gostinho meio amargo, mas vamos trabalhar”, disse.

Na próxima rodada, o Fluminense enfrenta o Friburguense, no Engenhão, na quarta-feira, às 20h (Manaus). Os tricolores lideram o Grupo B nos critérios de desempate. O time comandado por Abel Braga tem sete pontos, mesmo número de Flamengo e Audax, mas está na frente no saldo de gols.