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Esportes
DECISÃO

Espanha e Sérvia decidem final do Grand Prix de Vôlei LGBT neste fim de semana

A partida decisiva acontece neste sábado (30) na Arena Poliesportiva do Amazonas. Os ingressos custam R$ 5 e estarão à venda na bilheteria 28/09/2017 às 16:22 - Atualizado em 28/09/2017 às 16:41
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Foto: Divulgação/Sejel
acritica.com

Alegria, brincadeira e descontração, mas acima de tudo muita competitividade, vão invadir o Ginásio Poliesportivo do Amazonas (antigo Amadeu Teixeira) na decisão do Grand Prix de Vôlei LGBT 2017, entre Espanha e Sérvia, neste sábado (30), às 20h.  A disputa do terceiro lugar entre África do Sul e Nigéria abre a noite de pódios, às 18h, e promete reunir ao menos mil fãs do esporte e da comunidade LGBT. Os ingressos custam R$ 5 e estarão à venda na bilheteria do local, momentos antes da partida.

A competição, que durante toda a temporada conta com o apoio do Governo do Amazonas por meio da Secretaria de Estado de Juventude, Esporte e Lazer (Sejel), reuniu 18 equipes que representaram as seleções de diversos países. As favoritas, Brasil e Nigéria, ficaram pelo caminho e abriram alas para a alegria de Espanha e Sérvia decidirem o título que vale R$ 1 mil.


Foto: Divulgação

“É a primeira participação da Sérvia no torneio e já chegou surpreendendo com uma vaga na final. Já a Espanha, vai para uma decisão pela terceira vez. Nas duas ela fez ‘a Vasco’”, contou o organizador da competição, Daniel Coelho, brincando com o rótulo de vice-campeão do time carioca, alegre por utilizar a Arena pela primeira vez em oito anos de disputa.

“É uma final inédita. Todo mundo esperava Brasil e Nigéria que são as potências do vôlei gay do Amazonas. É a competição das zebras. Mas estamos muito felizes por utilizar a Arena. O secretário de esportes da Sejel, Fabricio Lima, abriu as portas e estamos agradecidos por conta do poder público ajudar a crescer o nosso esporte. Antes não tínhamos esse apoio e tenho certeza que vai ser um grande espetáculo jogar no templo do esporte do Amazonas”, frisou.

Saque de alegria

Se a rivalidade é o sentimento predominante numa final, pode-se dizer que para esta o sentimento principal é da alegria. Característico do público LGBT, a irradiação de felicidade promete predominar. Mas antes da bola começar “a voar”, as equipes já se estudaram e prometem uma final bastante colorida.

“A Espanha é uma equipe que joga junto há muito tempo, tem um entrosamento muito grande e o forte deles é o conjunto. Mas vamos para cima. Final é final. Temos uma equipe com uma boa defesa, uma ótima bloqueadora e uma ótima atacante. Vamos para cima”, afirmou o meia de rede, Kleber Jesus, 26, conhecida no time da Sérvia como Barbie Eterna.

Se fosse no futebol, a Espanha seria conhecida como fúria, apelido dado pelos gramados do mundo. No vôlei LGBT, a equipe ficou sendo chamado por “as furiosas”, que não querem mais ficar com o caneco de prata. A meta agora é levantar e ostentar a medalha de ouro.

“Vamos fazer o impossível para que possamos levar esse título. Não vai ser fácil. Estamos diante de uma equipe que é uma potência, mas não vamos nos rebaixar. Eles têm uma defesa forte e temos que utilizar nossa bolas rápidas”, contou o meia de rede Ytalo Massulo, 28, conhecido como Havenna.

‘O Fresca’ do ano

O famoso prêmio do Grand Prix de Vôlei LGBT, “O Fresca” – item que permite um atleta provocar o adversário a cada ponto – será conhecido também no sábado (30). A que tudo indica, o favorito para ganhar o prêmio é o jogador da seleção da França, Thiago Saldanha, de 24 anos, conhecido como Bianchini. Caso o favoritismo seja confirmado, será a sexta vez que ele fica com o título. “Sou a melhor que grita, a melhor que faz o show para a arquibancada e estou defendendo o título de novo”, declarou.

*Com informações da assessoria de imprensa