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Especialistas analisam projeções para economia global em 2012

Especialistas analisam as projeções para a inflação e o cenário da economia global e apontam as melhores opções de investimento para este ano, que também deverá ser marcado pela queda nos juros 14/01/2012 às 18:22
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Para o economista Leonardo Bezerra, poupança e títulos públicos são boas opções de aplicação
Priscila Mesquita Manaus

Diante da inflação de 6,5% nos últimos 12 meses e da incerteza quanto ao comportamento da taxa básica de juros em 2012, o investidor atento busca opções adequadas ao seu perfil para fazer suas aplicações no início do ano.

Na última segunda-feira (9), o relatório Focus, divulgado pelo Banco Central (BC), trouxe novos elementos importantes nessa avaliação, ao projetar queda para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) - de 6,5 para 5,31 por cento - e para a Selic, de 11 para 9,5 por cento.

Especialistas ouvidos pela reportagem de A Crítica analisaram o atual cenário e apontaram algumas opções, tanto para os que querem rentabilidade aliada à proteção do investimento, como para aqueles que topam se arriscar, sabendo agir na queda ou na guinada do mercado de ações.

Para o economista-chefe da corretora Invista Investimentos, Leonardo Bezerra, uma alternativa para obter rentabilidade, mesmo se houver alta da inflação, é a aquisição on-line de títulos públicos do Tesouro Direto (veja o Saiba Mais), especialmente os indexados ao IPCA.

Como exemplo, ele cita as Notas do Tesouro Nacional - Série B (NTN-B), que oferecem rentabilidade bruta entre 5% e 5,5% ao investidor, desde que seja respeitada a data em que o Tesouro pagará pelo resgate do título. Dessa forma, mesmo que o IPCA apresente uma oscilação indesejada, o comprador continuará com 5% de ganho.

No entanto, o economista destaca que a boa e velha poupança ainda é a melhor opção do momento para os investidores que não querem correr riscos. "É fato que a poupança apresenta rentabilidade mínima sobre a inflação. Mas nenhum investimento tem a segurança e a liquidez da caderneta. Liquidez é a capacidade de transformar investimento em dinheiro no bolso", explica.

O professor de Economia e Finanças da Faculdade Ibmec, Alexandre Espírito Santo, que prevê o fechamento da Selic em 9% no fim de 2012, afirma que a poupança é uma opção acertada em períodos de política monetária 'frouxa', ou seja, de redução nos juros.

"Se os juros caírem, a caderneta pagará a mesma coisa que os fundos de renda fixa atrelados à Selic. Mas a poupança é mais vantajosa, porque conta com a segurança dada pelo Governo", observa.

Nos próximos dias 17 e 18, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central vai se reunir em Brasília e divulgará se mantém ou altera o porcentual da taxa Selic.