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‘Espero coroar o carinho com títulos’, diz jogador do Botafogo Renato Santos em entrevista

Revelado pelo Guarani de Campinas, o paulista de Santa Mercedes se destacou no futebol com a camisa do Santos. Onde jogou por quatro temporadas 22/09/2012 às 12:13
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Dedicação e liderança Renato conquistou a torcida pela seriedade e luta nos gramados
André Viana ---

Existem jogadores que passam anos vestindo a mesma camisa, mas jamais chegam a categoria de ídolo. E outros que chegam ao clube, já rodados, e logo na apresentação estabelecem, de imediato, uma relação de idolatria com a torcida. Este é o caso de Renato Dirnei Florêncio Santos, ou simplesmente Renato, que concedeu uma entrevista exclusiva para o CRAQUE, quando ainda tinha esperanças de jogar a final da Taça Rio.

Revelado pelo Guarani de Campinas, o paulista de Santa Mercedes se destacou no futebol com a camisa do Santos. Onde jogou por quatro temporadas (de 2000 até 2004), conquistando dois campeonatos brasileiros ao lado de Robinho, Diego e Elano. As boas atuações no Peixe o levaram para Sevilla. Nas seis temporadas no clube espanhol, ele foi essencial nas conquistas da Copa da UEFA, da Copa do Rei, da Supercopa Europeia e Supercopa da Espanha. Uma boa proposta do Botafogo, porém, trouxeram Renato de volta ao futebol brasileiro. A recepção no Glorioso foi de gala, com direito a camisa entregue pelo craque Gérson - canhotinha de ouro -, um dos heróis da tricampeonato mundial no México, em 1970. A responsabilidade que para muitos seria um fardo, para Renato é tão natural quanto passear na praia com a família num dia de sol no Rio de Janeiro.

Preocupado com a indefinição se conseguiria se recuperar a tempo, o volante pediu para não comentar sobre o problema que acabaria lhe tirando do confronto contra o Vasco, neste domingo.Mas, ídolo é ídolo. E da mesma forma que não precisou entrar em campo para fazer a massa botafoguense feliz, logo em sua apresentação no clube, Renato não precisa atuar para merecer uma página inteira do CRAQUE dedicada a ele. Referência para os companheiros do time da Estrela Solitária, Renato é uma estrela solidária. Humilde, respondeu todas as perguntas com calma e certeza de que ainda fará admiração dos botafoguenses aumentar com o passar dos tempo e dos campeonatos. 

O pouco tempo que você levou para conquistar a torcida do Botafogo te surpreendeu?

Acho que pela recepção que tive quando eu cheguei, a recepção com o Gerson, eu vi o carinho que a torcida tinha por mim, e procurei retribuir o carinho dentro de campo. E esse reconhecimento, a torcida está demonstrando. Eu fico feliz. E espero coroar esse carinho com títulos pelo Botafogo. 

Como está sua adaptação no Rio de Janeiro? Está gostando da cidade?

Estou gostando. A adaptação foi excelente. Voltar ao Brasil de novo. Eu acho que o mais preocupante foi no sentido do jogo em si. Da questão tática, do gramado, que a gente sabe que encontra aqui no Brasil. Mas em relação à cidade do Rio de Janeiro, eu estou muito feliz, minha família adorou também. Então a gente fica até mais tranquilo para trabalhar, e com certeza não tenho nenhuma queixa (risos). Sou só elogios à cidade do Rio, que melhorou muito em relação ao que era antes em termos de violência. Isso me deixa mais tranquilo em relação a segurança dos filhos e da família, e com certeza a adaptação foi muito rápida. Eu não tenho nada do que reclamar.

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