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Estádios da Copa venderão lanches, bebidas e doces, mas os preços serão mesmo salgados

Copos de 473 ml de cerveja de R$ 10 e R$ 13, pipocas de R$ 10 e barras de chocolate de R$ 8 são alguns dos produtos que serão vendidos pela Fifa na Arena da Amazônia 27/05/2014 às 14:23
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Cardápio foi divulgado na tarde desta segunda-feira (26)
Lucas Jardim Manaus (AM)

A Federação Internacional de Futebol (Fifa) divulgou na tarde desta segunda-feira (26) o cardápio das guloseimas que estarão disponíveis para consumo nos estádios da Copa do Mundo durante os jogos e... pelo visto, os preços seguem padrão da instituição.

Copos de 473 ml de cerveja a R$ 10 (R$ 13 se for Budweiser), pipocas de R$10 e barras de chocolate de R$ 8 são alguns dos produtos que os torcedores poderão degustar no Mundial.

500 ml de água, que variam entre R$ 3 e R$ 4 no varejo local, custarão R$ 6 nas lanchonetes padrão Fifa e um simples pacote de 150g de amendoim, que pode ser obtido por menos de R$ 3 na cidade, fará o torcedor deixar R$ 8 nos balcões da grande Arena da Amazônia.


Comidas típicas

Não medindo esforços para surpreender o público, a Fifa ainda vai disponibilizar comidas típicas em algumas cidades-sede. Mirando no quitutes da culinária local, Fifa deixou Manaus como responsável por apresentar ao mundo o Tambaqui com Fritas.

A tradução do prato como "Tambaqui Fish and Chips" no cardápio denota certo desejo dos organizadores de conceber a versão regionalizada do "fish and chips", típico petisco inglês que consiste em pedaços de peixe e batata frita, embalados em papel e que podem ser consumidos na rua. A própria definição do "pra inglês ver", a guloseima deve atiçar a curiosidade de muitos amazonenses (e a porção sairá por R$ 13).

Ainda que esse preço não seja exatamente exorbitante, os R$ 5 cobrados por um pacote de biscoito de polvilho, exclusivo do Rio de Janeiro, são um impropério. Em Recife, um dos pratos típicos é a tapioca que, se for feita de maneira ainda que levemente parecida com a manauara, não vale os R$ 8 cobrados pela Fifa.

A questão piora se considerarmos que o evento barra a entrada de comidas e bebidas vendidos fora do local, atrelando o torcedor a um tabelamento arbitrário de preços. A Copa do Mundo é nossa e o valor dela também.