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Poliesportivo, Natação, Armanda Armelau, Musa do Cariocão 2012

Ex-campeã amazonense de natação disputa o Musa do Cariocão 2012

Conhecida como Índia, Armanda Armelau defende o Vasco da Gama, no concurso que também pode ser votado pela internet  08/04/2012 às 15:43
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Amanda Armelau é a primeira amazonense a disputar o título de Musa do Cariocão
Paulo Ricardo Oliveira Manaus

Produto original do Amazonas, Amanda Brandão Armelau, de 24 anos, está “tirando onda” no Rio de Janeiro como segundo colocada na briga pelo título de Musa do Cariocão de 2012, defendendo o Vasco da Gama. Índia, como é conhecida na Cidade Maravilhosa, concorre ao posto com Carol Marques, do Botafogo, Priscila Freitas, do Flamengo, e Rafaela Rocha, do Fluminense.

A disputa pelo posto está acirrada e envolve duas loiras e duas morenas.

“É motivo de orgulho para mim representar o Amazonas num concurso desse nível. Nunca uma amazonense disputou esse título”, diz a candidata de 1,70 de altura e 64 quilos muito bem distribuídos num corpinho malhado e bronzeadíssimo de sol das praias cariocas da zona Sul.

“Eu adoro praia. Se pudesse, estaria todos os dias, mas eu estudo e trabalho. Prefiro da praia do Pepê (Barra da Tijuca)”.

Promovido pelo programa Balanço Esportivo, da CNT, o Musa do Cariocão deve ainda durar mais duas semanas. O internauta pode votar pela página do programa no facebook.

“Se os amazonenses somarem forças e votarem em mim, há grande chance de conquistarmos esse título. Eu quero ganhar”, diz.

A participação na disputa rendeu fama, convites para trabalhos eventuais e muitas, muitas cantadas dos marmanjos pela rua.

“Eu fico só rindo com as cantadas. A gente deve ser educada e simpática, até porque estamos numa disputa. Não tenho tempo para paquerar, porque passo o dia inteiro ocupada”.

Embora esteja na vice-liderança do certame, Amanda sugere que o concurso seja definido também por um desfile das concorrentes com jurados neutros.

“Acho super-importante a votação pelo facebook, mas acho que um desfile com as candidatas seria bem mais justo”, aponta a ex-nadadora, que divide o tempo entre trabalhos eventuais como modelo e cursos de pós-graduação.

“É correria o tempo todo”.

Amanda é graduada em educação física, concluiu pós-graduação em educação escolar pela UREJ e agora faz outra pós na Gama Filho em ciência do desporto humano.

 “É uma especialização que envolve conhecimento em treinamento e força. Será muito útil para o meu currículo, pois eu trabalho como personal trainer também”, explica.

Falando dos seus pontos fortes como candidata, Amanda destaca a simpatia, o belo sorriso, e a simetria do corpo como um bom conjunto para se sair vencedora entre as mais belas representantes dos clubes cariocas.

“Todas são bonitas. Mas meu conjunto é forte, creio eu”.

Uma fera dentro das piscinas
Amanda Armelau foi criada na Aparecida, zona Centro Sul, onde estudou no colégio Dom Bosco, e iniciou como nadadora na academia Golfinho, no mesmo bairro. A habilidade nas braçadas rendeu-lhe o apelido de Pequena Sereia e logo ela seria convidada a fazer parte da equipe de natação do Atlético Rio Negro Clube, com tradição em revelar campeões na modalidade.

O tempo foi passando, as marcas evoluindo e a Pequena Sereia se tornou uma gigante das piscinas.

Em 2002, quando tinha 14 anos, Amanda quebrou o recorde da prova dos cem metros estilo borboleta ao cravar o tempo de um minuto, quatro segundos e 83 centésimos na categoria infantil 2, no torneio realizado na cidade de Mococa, a noroeste de São Paulo.

As marcas da menina-prodígio da natação local na época seriam ainda mais ousadas nos anos seguintes. Bicampeã europeia e campeã sul-americana no nado borboleta, Amanda ainda tinha fôlego para atingir grandes marcas no estilo medley, que reúne todos os estilos (livre, costa, peito, borboleta).

Aos 17 anos, já morando em Santos, Amanda foi vice-campeã do Troféu José Finkel, a principal competição de natação de inverno no Brasil, perdendo para Rebeca Gusmão, aquela mesma que anos depois viria a ser flagrada por uso e abuso de anabolizantes para aumentar o rendimento nas piscinas.

“Infelizmente, alguns atletas recorrem a meios ilícitos para aumentar o rendimento. Mas isso é caso para a Confederação Brasileira de Natação resolver”.

Depois de uma fase vitoriosa nas piscinas e passar pelos grandes clubes da modalidade no País, Amanda foi para o Botafogo treinou a disputou competições importantes, mas seu desempenho já não era mais o mesmo nas piscinas, o que motivou sua dispensa do clube da Estrela Solitária.

“Eu tomei algumas decisões erradas que influenciaram diretamente no meu desempenho. Eu já não conseguia mais competir em alto nível”. Foi nesse momento que surgiu na vida da atleta amazonense o Vasco da Gama, clube que a adotou e deu apoio a ela.

“Fui bem recebida pelo Vasco. Passou a ser meu clube”.