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Ex-jogadores profissionais descem do salto e participam do Peladão 2012, em Manaus

Sergio Duarte e Alberto brilham nos campos do maior campeonato de peladas do planeta 19/10/2012 às 11:03
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Ex-jogadores profissionais descem do salto e encaram a vida dura de disputar um autêntico Campeonato de Peladas - O Peladão
Lúcio Pinheiro Manaus

“Futebol não tem mais lógica, acabou. É um momento ali, um gol, uma expulsão, e o jogo se desenha”, declarou Rogério Ceni, no último dia 4, ao negar o favoritismo do São Paulo antes do clássico que o Tricolor acabaria vencendo o Palmeiras por 3 a 0.

A frase, obviamente, referia-se a um duelo do futebol profissional, mas se encaixa com perfeição ainda maior no futebol amador. No Peladão, a ausência de regras como impedimento, partidas sob sol a pino e as condições de alguns campos são elementos que acabam nivelando as equipes, por mais que, na teoria, uma seja bem superior a outra.

Quem mais sofre para se adaptar ao “habitat do Peladão” é o jogador que um dia foi profissional, que não tem vida fácil e nem favoritismo no caminho que o leva ao estágio de peladeiro. Na primeira rodada da categoria Master, duas partidas mostraram bem isso.

Antes da bola rolar no campo da CEAM, no São Francisco, o mais coerente era pensar que o Amigos do Wandinho, mesmo como visitante, levaria fácil a vitória em cima do modesto São Sebastião. A equipe, que tem no elenco o craque Sérgio Duarte, que já brilhou no futebol profissional amazonense e internacional, abriu logo o placar.

Mas logo os deuses do futebol deram razão ao goleiro do São Paulo, e pregaram uma peça no time favorito. Conhecedora de cada montinho de areia do campo, a equipe do São Sebastião superou a inferioridade técnica com a disposição de correr atrás de qualquer bola. E no único chute que deu no primeiro tempo, empatou a partida.

No segundo tempo, o favoritismo do Amigos do Wandinho caiu por terra de vez. E a equipe descobriu também que não é nada bom entrar em campo de nariz empinado quando se tem ao lado do adversário um atacante que atende pelo nome de “Mucura” - ou “Bicho Fedorento”, para os mais íntimos. O camisa 7 fez o gol da virada  e a partida fedeu de vez para os favoritos. Depois de muito tentar, o time de Duarte conseguiu arrancar o empate no final do jogo. “A equipe deles é inferior, mas se sobressaiu porque jogam aqui sempre”, reconheceu.

Uma lição no campo do Parque 10
Outro time da categoria Master que de favorito acabou sofrendo para não ser derrotado na estreia foi o Santos Master. A equipe teve que suar a camisa para arrancar o empate em 2 a 2 com o time Cidadania da Raiz, no CSU do Parque 10.

Com grandes ex-estrelas do futebol Baré, como Alberto (ex-São Raimundo), Branco (ex-Botafogo e América do México) e Jorge Luiz (ex-Nacional), o Santos colocou o Cidadania na roda, mas nem por isso se deu bem ao final do jogo.

No final, o Santos ficou devendo o empate ao volante Alberto, que lembrando os grandes jogos da época de profissional, tirou da cartola um gol salvador. “Houve reforma no campo, e isso prejudicou muito. Mas o time deles tem os créditos. Nós que tivemos que correr atrás do placar”, declarou Alberto.

Depois do empate comemorado como vitória, os atletas do Cidadania da Raiz tiraram provocaram o adversário. “Eles pensavam que iam golear a gente. Mas no futebol não tem favorito”, alfinetou o lateral Pedrinho.