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Ex-vaqueiro no AM encontrou no wake a possibilidade de realizar seus sonhos

Nascido no município do Careiro Castanho, Davi Garcia, de 18 anos, recebe um salário mínimo como operador do sistema de Cable Park, em Manaus, e sonha em cursar uma faculdade 21/05/2012 às 11:23
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Ex-vaqueiro, Davi Gomes, faz manobras de Wakeboard
Lorenna Serrão Manaus

A história de Davi Garcia, de 18 anos, é igual à de milhares de brasileiros que saem do interior em busca de uma vida melhor na capital. Nascido no município do Careiro Castanho (a 120 quilômetros de Manaus), o jovem que queria ser engenheiro, encontrou no Wake uma maneira para realizar seus sonhos e descobriu um novo talento.

Davi trabalhava como vaqueiro no Careiro e há cerca de um ano, o garoto que hoje sobrevive do desporto aquático, jamais havia ouvido falar da modalidade.

“Eu era vaqueiro na fazenda do meu pai e decidi vir estudar em Manaus, aqui trabalhei durante um ano como menor aprendiz em uma construtora, onde conheci o Andrews que me convidou para trabalhar no Cable Park, ele me ofereceu trabalho, moradia e alimentação e eu aceitei”, disse Garcia.

No Cable Park o ex-vaqueiro é operador de sistema, como se fosse o piloto da lancha, responsável por cerca de 50% do empenho dos atletas, mas o Davi também é filho de Deus e por isso, algumas vezes ele também arrisca a fazer algumas manobras radicais.

“Eu nunca tinha ouvido falar de Wake, tudo que sei aprendi aqui no Cable, onde os atletas são puxados por um cabo, ao invés das lanchas, é muito bacana, eu gosto muito de trabalhar aqui”, afirmou o jovem que não fez feio ao praticar wakeboard.

“Esta foi à primeira vez que fui puxado por uma lancha e confesso que os cabos são melhores, pelo menos as “quedas” são menos dolorosas”, comentou o jovem que depois da experiência em uma construtora desistiu de ser engenheiro.

“Eu trabalhava na parte de almoxarifado, e lá convivia com muitos engenheiros que passavam o dia trancado em escritórios, eu não quero isso para minha vida, gosto de aventuras, de ver gente, daí aqui no Cable a galera começou a falar que eu deveria fazer jornalismo, pois sou muito comunicativo, então estou pensando nisso”, completou.

Davi Garcia recebe um salário mínimo para trabalhar no Cable Park, onde está há seis meses, ele está terminando de tirar a sua habilitação e em breve pretende iniciar uma faculdade. É na vida tudo é uma questão de oportunidade.