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Família de campeões, os Soares seguem fazendo história no Peladão

Vencedor de nove título do Peladão, Zé Ivaldo Soares é uma lenda viva da competição. O filho, Preto, segue seus passos e já ergueu até uma edição do torneio, já o Soares mais famoso ainda sonha com o título 22/09/2017 às 16:19 - Atualizado em 22/09/2017 às 17:15
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Os Soares têm a genética do boleiro no sangue (Foto: Evandro Seixas)
Denir Simplício Manaus (AM)

Segundo o dicionário, a genética é a especialidade da biologia que estuda os genes, a hereditariedade e a variação dos organismos e a forma como estes transmitem as características biológicas de geração para geração. E, com certeza, a família Soares herdou o gene do futebol, a magia do boleiro.

A prova disso está em Zé Ivaldo Soares, 56. Oito vezes campeão como jogador do maior campeonato de peladas do mundo, o ex-volante do Rio Negro é uma lenda viva do Peladão. Pai dos gêmeos Hiel, o “Preto”, e de Hiziel, o “Soares” – atacante que já brilhou pelo Fluminense, Cruzeiro, Grêmio e Chapecoense – o patriarca dos Soares até hoje é lembrado como um dos maiores vencedores do torneio.

“Fui oito vezes campeão do Peladão jogando e uma como treinador do o AJ, de Petrópolis, em 2014”, comenta Zé Ivaldo, lembrando que também venceu o Peladão como técnico. Craque de um time marcou época no Peladão, o Arsenal Trigolar, o patriarca dos Soares tenta explicar como surgem tantos bons jogadores na família.

Pai e filho são feras no Peladão (Foto: Evandro Seixas)

“Na nossa família pode se dizer que todos jogam bem. Tem o Soares, que joga fora, e o Preto que tá aqui, mas todos os dois jogam bem. Ainda tem o meu neto, que só de bater na bola a gente sabe que vai dar trabalho”, brinca Zé Ivaldo, que além de quatro taças com o Arsenal Trigolar, ergueu o título do Peladão por Tuna, Zaire e duas vezes com Arsenal Master.

Preto em busca do Bi

Campeão com o Feira da Banana, em 2010, o volante Preto, 32, é atleta do Vila Mamão e está na luta pelo segundo título no Peladão. Mais novo  que o irmão por questão de minutos, o caçula dos Soares fala da convivência com o irmão famoso e tira até uma onda com o atacante do Madureira.

“Nos falamos pelo ‘zapzap’, sempre estamos em contato. Quando acontece uma final eu o aviso, como aconteceu em 2010, quando ele estava no Cruzeiro. Ele não acreditou porque ele nunca conseguiu ser campeão do Peladão, o máximo que ele chegou foi entre os 32”, disse o volante que até tentou a sorte no futebol profissional, mas foi atrapalhado por um clube local.

Preto vai em busca do bi, agora no Vila Mamão (Foto: Evandro Seixas)

“Nossa família é de jogadores. Eu, meu pai, meu irmão e meus tios também, a gente tem esse dom que Deus nos deu. Hoje, estou na luta em campeonatos amadores, no Peladão, e Deus abençoou meu irmão, que já jogou em vários times grandes”, comenta Preto sempre agradecendo aos céus pela família e ao futebol. “Tudo o que sou agradeço ao futebol. Como sempre digo: toda honra e glória é pelo nome de Jesus na minha vida”.

O sonho do Soares

Revelado no Londrina-PR, o atacante Soares se orgulha de ter sido campeão Catarinense pelo Figueirense, em 2006, da Copa do Brasil, com o Fluminense, em 2008, além de mineiro pelo Cruzeiro e do Nordeste, pelo Vitória. Mas o filho mais velho de Zé Ivaldo revela uma decepção: nunca ter vencido o Peladão.

Soares segue no Madureira, mas deve mudar de equipe em 2018 (Foto: Divulgação/MadureiraFC)

“Não fui campeão do Peladão, mas já joguei. Joguei uns três ou quatro Peladões quando morava em Manaus. Meu time chegou entre os 32 (mata-mata) pelo Geração, e nosso time chegou longe, mas nunca fui campeão. Mas meu irmão já foi, meu pai já foi, só falta eu, né?”, comenta frustrado o jogador que ainda vestiu a camisa do Grêmio-RS.

Atualmente no Madureira-RJ, Soares lembra das conquistas do pai, Zé Ivaldo. “Vi meu pai ser três vezes campeão pelo Arsenal. Sempre o acompanhei, sempre estivemos nos jogos, eu e meu irmão, porque a gente gostava. Filho de peixe peixinho é, né? Ele era nossa inspiração”, disse o jogador revelando que ainda sonha em ser campeão do maior campeonato de peladas do mundo.

“Pretendo jogar (Peladão) quando eu parar de jogar bola (profissionalmente) e voltar pra Manaus. Quero jogar um Peladão e quem sabe ser campeão também. Essa é uma experiência única e que não tive ainda e pretendo voltar a jogar esse torneio que é bem falado”, revelou Soares afirmando que sempre é interpelado sobre a competição.

Família de boleiros, a história dos Soares se confunde com a do Peladão (Foto: Acervo pessoal) 

“Aqui (Rio de Janeiro) e em todo o lugar por onde passo as pessoas me perguntam como é o Peladão e eu explico. Que são vários times até chegar à final e que o time tem que ser guerreiro”, enfatiza o atacante feliz com as conquistas do pai e do irmão.

“Fico feliz por meu pai ter sido campeão várias vezes, meu irmão também. Sempre converso com o Preto e falo que ele joga melhor que eu. Era pra ele estar no meu lugar jogando aqui, mas infelizmente não foi o que aconteceu”, concluiu.