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Craque

Fast luta pelo "fim da uruca" na decisão do Amazonense

Fast tenta quebrar jejum que já dura 41 anos. Será que é agora? 19/05/2012 às 08:36
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Homem de preto Paulo tem a superstição de só usar roupas escuras
Paulo Ricardo Oliveira Manaus

O Fast Clube trava hoje contra o Nacional a primeira batalha da guerra que promete ser a decisão do Estadual de 2012 (jogos de ida e volta) na tentativa de quebrar um tabu - alguns dizem que é mandinga - de 41 anos sem títulos estaduais. A última vez que o Rolo Compressor fez seu torcedor feliz foi em outubro de 1971 numa vitória sobre a Rodoviária por 4 a 1, sete anos após a profissionalização do futebol local. Ou seja, em termos de Serie A Amazonense, o Tricolor de Aço está em processo crítico de corrosão. Para virar a página da história de jejum fastiana, o técnico Paulo Morgado, aposta na força de conjunto  de seu elenco, e na qualidade individual de alguns, como a habilidade de meia Michel Parintins, a boa movimentação do lateral Catatau, a precisão do volante Souza, e  a velocidade do atacante Lacraia. “O grupo está consciente de que a conquista desse título vai ficar na história do clube. Vejo muita motivação de todos aqui no Fast”, diz o treinador português, que considera o Nacional favorito. “É um clube com melhor estrutura, com mais conquistas, com jogadores mais evoluídos tecnicamente”, destaca.       

Quebrar o encanto

Batizado na Igreja Católica, mas cético quanto a “forças divinas” para ajudar o clube a sair da seca de conquistas, Morgado acha até válido alguns dentes de alho, fazer figa ou rogar aos santos por uma conquista. “Não sou supersticioso assim. Meu único ritual é ir para o jogo com uma camisa escura, de preferência preta. Mas para quem acredita em forças extracampo vale tudo”, diz Morgado cuja idade, 37 anos, não completa o tempo do Fast sem ostentar um título Estadual. “Esse título está sendo bastante esperado no clube”.