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Esportes
Craque

Fator copa incentiva estudantes

Pesquisa realizada junto a universitários  mostra que 41% deles quer construir uma carreira em editorias de esporte 06/10/2012 às 18:59
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129 alunos participaram da pesquisa
André Viana Manaus

Faltam pouco menos de um ano para o Brasil receber a Copa das Confederações - e, menos de dois para a Copa do Mundo. Oportunidade única para milhões de brasileiros vivenciarem os dois maiores eventos do futebol organizados pela Fifa, e para milhares de jornalistas acrescentarem em seus currículos estas coberturas. Pensando nesta oportunidade, que gerações de brasileiros e profissionais da imprensa não tiveram o privilégio de viver, o CRAQUE foi às salas de aula de duas universidades de Manaus - uma particular e outra pública -  para realizar uma pesquisa visando conhecer a realidade que o fator Copa reflete sobre os universitários.

Ao todo, 129 alunos participaram da pesquisa (contendo 21 perguntas, sendo dez relativas à forma com que o estudante se mantém informado sobre o assunto no dia a dia, e 11 sobre conhecimento específico que possuem).

Os números que serão publicados a seguir, foram colhidos nas respostas dos 54 estudantes que afirmaram ter o desejo de construir a carreira em uma editoria de esporte - 41% do total. Número expressivo, levando-se em conta que em jornais existem editorias de cidade, cultura, política, economia e cadernos especiais (na maioria das vezes publicados aos domingos).

Dessa forma, os 59% dos estudantes que não têm vontade de singrar pelo caminho do esporte se dividirão em cinco editorias e nenhuma obterá um índice de interesse próximo a de um caderno de esporte.

Infelizmente, a preferência é a única razão que deve ser comemorada pelas editorias esportivas de Manaus como positiva. Apenas 14 alunos (26%) do total dos 54 interessados, obtiveram um porcentual de acerto superior a nota 5, numa avaliação de 0 a 10. Nenhum tirou nota máxima, mas cinco estiveram próximo, com três recebendo a nota 9,8 e dois com nota 9. Dois tiraram 8, dois atingiram a nota 7, dois tiraram 6 e três ficaram no limite, com a nota 5.

Os três alunos que flertaram com a nota máxima - e os dois que ficaram a um ponto dela - cometeram erros bobos, mas que tinham que ser descontados. É assim que funciona no mercado de trabalho, onde eles, se continuarem bem informados, terão lugar garantido. Os outros que tiveram um desempenho acima da nota cinco, precisam se aperfeiçoar mais. Estão na metade do caminho, e no Jornalismo, tal como na vida, o mais difícil é dar o primeiro passo.

Entre erros e acertos

Dos 40 alunos reprovados no teste de conhecimento esportivo, apenas um tirou zero. Não por ter errado tudo, mas por não ter respondido nada. Quatro alcançaram um ponto, sete alunos tiraram nota 1,8, e cinco ficaram com 2,7. Oito alunos acertaram apenas quatro das 11 perguntas e pararam na nota 3,6 e dez estiveram próximo da aprovação, ficando com a nota 4,5.

As perguntas do questionário misturavam temas que estavam em pauta no período em que a pesquisa foi feita, abordando o esporte amazonense, nacional e internacional. E não eram restritas ao futebol. Aliás, a mais acertada delas foi a única feita sobre MMA (qual é o amazonense campeão do UFC?). Dos 54 candidatos a trabalhar em uma editoria de esportes, 44 acertaram. O nome da cidade que  acolheu a última Olimpíadas ficou em segundo lugar, com 36 acertos. Porém, teve muito aluno que respondeu Rio de Janeiro - um respondeu Pequim! -, no lugar de Londres.

Duas perguntas tiveram o terceiro melhor índice de acertos (26). A que pedia que o universitário escrevesse o nome dos três últimos times campeões brasileiros da Série A (pela ordem Corinthians, Fluminense e Flamengo) e a outra sobre quem foi o campeão amazonense de 2011.

A que obteve o menor índice de acerto foi a que pedia a informação da quantidade e o nome das cidades-sede da Copa do Mundo de 2014. Apenas três universitários acertaram.