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Federação de Boxe Tailandês se defende de acusação que generaliza 'falsos instrutores' de Muay Thai

Presidente da FABT, Rômulo Bonates, disse que academias irregulares são combatidas pela federação e que acusação é disputa política entre confederações nacionais 26/11/2015 às 19:14
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Presidente da Federação Amazonense de Boxe Tailandês (centro) contrapõe denúncias
Felipe de Paula Manaus (AM)

Em resposta à denúncia do presidente da Confederação Brasileira de Muay Thai (CBMT), Artur Mariano, veiculado no CRAQUE desta quinta-feira (26), de que 95% dos professores que atuam na cidade não têm qualificação para dar aula, o dirigente da Federação Amazonense de Boxe Tailandês (FABT), Rômulo Bonates, refutou o número, que considerou “infundado”, admitiu a existência de academias irregulares na cidade, as quais afirma combater com veemência, mas criticou postura do presidente da confederação nacional, que estaria fazendo uma espécie de lobby contra as academias filiadas às outras entidades da arte marcial no Brasil, oposta à que ele representa.

“Existem três confederações de muay thai no Brasil (CMTB, CBMT e CBMTT) . No Amazonas, 23 academias são filiadas à FABT, que é ligada à CMTB; apenas duas (academias em Manaus) são ligadas à CBMT, que é a do Mariano. Ele está perdendo espaço”, diz Rômulo, que acredita que em Manaus há cerca de 30 academias irregulares, contra as quais ele afirma já ter realizado diversas ações visando encerrar suas atividades. “Eu já fui ameaçado de morte porque ameacei fazer uma blitz e denunciar as academias irregulares ao Ministério Púbico”, diz ele, que acredita que a CBTM deve dizer quais academias estão irregulares e denunciá-las.

“Ele já quis recrutar professores da nossa federação para a deles. Então agora a gente não presta?”.O instrutor Paulo Farias, filiado à FABT, também não se isenta. “Quanto ele (Mariano) fala num número de 95%, ele deixou subentendido que quem não for filiado à confederação dele (somente duas das 26 legalizadas em Manaus) está agindo de forma clandestina. Nós estamos vinculados a uma confederação. E nossa federação (FABT) tem 18 anos de estatuto. Não se pode deslegitimar um trabalho sério”, disse ele.  “Se tem três confederações brigando, não é problema nosso. Todos são vinculados com o Ministério do Esporte. Você pode dizer que tantos não estão contigo, mas dizer que estão agindo de forma clandestina. Então a régua são eles?”, questiona.