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Feras do telejornalismo do Amazonas prontos para Londres

Mais de 30 profissionais da Rede Calderaro de Comunicação (RCC) estarão envolvidos na cobertura dos Jogos Olímpicos de 2012 27/03/2012 às 09:17
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Rui Silva, João Arthur, José Augusto e Camila Baranda são escolhidos para irem a Londres
Jornal Acritica Manaus

Manaus e Londres estão separadas pelo oceano Atlântico, mas a partir do início de junho, a distância será apenas de alguns segundos - o tempo que uma imagem demora para ser transmitida por satélite. Para que esta redução seja possível, uma equipe de mais de 30 profissionais da Rede Calderaro de Comunicação (RCC) estará trabalhando (em Manaus e na capital inglesa) ininterruptamente por mais de três meses. Isso sem contar o material de gaveta (60 já finalizadas) que já foi produzido e outros tantos que estão em fase de produção.

A equipe que terá a responsabilidade de transmitir notícias diárias de Londres ficará sob o comando do jornalista João Artur Viera. Ele é o produtor executivo do projeto e não esconde a ansiedade de embarcar para a Terra da Rainha Elizabeth II. “Será uma experiência audaciosa que vai enriquecer a carreira de todos os envolvidos. Voltaremos mais capacitados. Estamos em Manaus, mas com a cabeça em Londres”, reconhece João Artur. 

Além do  produtor executivo, o Projeto Londres contará com a a presença de mais cinco profissionais, três repórteres (sendo um da redação do jornal, que ainda não está definido) e dois cinegrafistas. Destes, três nomes já estão definidos. Um dos responsáveis pelas imagens será o experiente cinegrafista Rui Costa. À frente das câmeras, estão confirmados repórteres José Augusto Júnior e Camila Baranda.   

A sede da RCC em Londres será o bairro de Finsbury Park, localizada na região nordeste da capital inglesa. “Ter a nossa base em Finsbury Park nos dá uma grande vantagem, pois fica bem próximo de Stratford, que é o bairro que sediará os Jogos Olímpicos”, explica João Artur. 

Ansiedade, porém, não significa insegurança para o coordenador e toda equipe. “Nós já estamos construindo essa abrangência de uns tempos pra cá. Então nós sempre quisemos e sabemos que poderemos ir além”, frisa João Artur.

Quem circula pela redação da TV A Crítica praticamente  se sente em Londres. Por causa do projeto pioneiro, os principais símbolos da cidade, que sediará os Jogos Olímpicos, estão por toda parte. O Big-Ben, o tradicional ônibus de dois andares, a cabine telefônica vermelha e os guardas da realeza britânica, são algumas das imagens que decoram a redação. Na parte externa, o público terá uma surpresa hoje. De fato, Londres nunca esteve tão perto.

Ordem é fazer o máximo
 O ano de 2012 tem sido especial para a jornalista Camila Baranda. No início do ano, ela teve a primeira experiência da sua promissora carreira ao substituir a âncora Nerissa Neves, que estava de férias, na bancada do Jornal A Crítica na TV. Agora, Camila se prepara para realizar um sonho cobrir uma Olimpíada. “Estou aproveitando, agarrando as oportunidades com todas as minhas forças. Apresentar um programa é uma grande responsabilidade, assim como cobrir uma Olimpíada. Eu quero é fazer o melhor, me doar ao máximo na profissão que sempre amei, que é o jornalismo. Seja aqui, em Londres, ou em qualquer outro lugar”, comenta Camila, com a simpatia e a simplicidade habitual.

A bela repórter nunca esteve em Londres, mas fala inglês fluente e tem dois primos que residem na capital inglesa. O que para ela não significa que sentirá menos saudades da família. “Não teremos tempo para nada. Só para trabalhar”, diz com a disposição costumeira.

Um jovem pra lá de veterano
José Augusto Júnior teve duas mudanças significativas na sua vida recentemente. A primeira foi migrar do jornal impresso para a televisão, a segunda: deixar o time dos solteiros. “Estou casado há menos de um ano, e sei que será difícil para ela e para mim também esse período longe, mas é a profissão que escolhi e que me dedico desde que pisei na Rede Calderaro de Comunicação”, frisa o jornalista.

Aos 26 anos, José Augusto Júnior já pode ser considerado um veterano na emissora. Foi em A CRÍTICA que começou sua carreira, há nove anos.

Em 2010, viveu sua primeira grande cobertura internacional. “Fui para a Copa do África do Sul para escrever para a TV e para o jornal. Fomos antes dos jogos começarem e ficamos pouco tempo. Desta vez será diferente. Serão mais de três meses de cobertura e cobriremos o evento”, explica Zé, como é conhecido no meio jornalístico. Seu inglês afinado e a amizade que tem com Camila Baranda desde a infância, contam favoravelmente.

Experiência por trás das câmeras
 Trinta dos 45 anos do cinegrafista Rui Silva foram vividos dentro da TV A Crítica. Jamais teve - e nem quer, como costuma dizer - ter outro emprego. A redação é sua segunda casa. Poucos funcionários da RCC têm mais experiência em coberturas jornalísticas do que ele. Fato que o deixa orgulhoso.

“A TV A Crítica sempre investiu na qualificação profissional de seus funcionários. Estamos em plena evolução tecnológica. Eu comecei a trabalhar com fita Ampex (formato analógico) de oito polegadas, e hoje trabalhamos em HD (High Definition) - Discos Rígidos e Removíveis que gravam em sistema digital de alta definição. Olhar para trás e lembrar de tudo isso chega a ser engraçado”, revela.

Para alívio de Rui, os tempos mudaram e a realidade de hoje facilita seu trabalho. “Hoje os próprios repórteres editam matérias. O avanço tecnológico permite esta facilidade. Antes, um profissional filmava, outro editava e outro iluminava”, comenta. Rui se cansa só de lembrar, cansa.