Publicidade
Esportes
Craque

Fim do Amazonense deixa jogadores e comissão técnica desempregados

Quem não conseguir emprego nas divisões maiores do futebol brasileiro terá de procurar clube fora do Amazonas para se manter no futebol 24/05/2012 às 19:52
Show 1
Lacraia ainda nao tem propostas par jogar após a final, mas tem contrato com o Fast
Acritica.com Manaus (AM)

Como a maioria do dos jogadores que atuam no Campeonato Amazonense tem contrato somente até o fim da competição, após a final deste sábado entre Fast Clube e Nacional, pelo menos 60 pessoas ficarão sem emprego.

Número esse contabilizado por baixo, já considerando que alguns desses jogadores vão se empregar em outro clube, como é o caso do goleiro Nailson, do Fast, que já acertou as bases salariais com o Penarol para a disputa da Série D.

Nailson perdeu vaga no Fast para o goleiro Preto, mas vai para o Penarol com status de titular, pois o goleiro Rascifran deixou Itacoatiara para jogar no futebol paraense. Aliás, o futebol do paraense deve abrigar boa parte dos jogadores que saíram de Manaus. Somente no São Raimundo, seis jogadores eram do Pará e já retornaram.

A procura por jogadores que estão atuando pelo Fast e Nacional é grande. Além de Santiago, que tem contrato praticamente acertado com o Penarol, Leonardo e Charles também se apresentar ao Leão na segunda-feira.

No Fast, a proporção de debandada para o Penarol deve ser a mesma. Joyner, Michel e Fábio Gomes são vistos como reforços em potencial para defender o clube do interior na Série D.

Mesmo com a segunda divisão do Pará e o Penarol acolhendo alguns dos jogadores que hoje estão nas duas equipes que decidem o Amazonense, a maioria deve ficar desempregada.

“A gente procura entrar e contado com os clubes de fora, porque muitos estados têm a segunda divisão no segundo semestre e, é nesse momento que arrumamos emprego”, disse o meia Carlinhos, do Fast Clube.

Além dos jogadores, cada clube tem uma comissão técnica, com técnico, preparador físico, treinador de goleiros, auxiliar técnico, massagista, mordomo e pessoal de apoio.

O técnico Aderbal Lana, apesar de ser goiano, já fixou residência em Manaus e diz que sai de Manaus somente com uma boa proposta, pois prefere ficar ao lado da família.

“Hoje é difícil você achar um clube que tenha um bom projeto e que lhe pague em dia. Prefiro ficar aqui do que ficar dando cabeçada por ai”, disse Aderbal Lana.

A esperança de muitos que trabalham no futebol é a segunda divisão mas nesse ano, ao que tudo indica, o Amazonas não vai ter divisão de acesso, pois, somente quatro clubes estão aptos, mas nem todos pretendem disputar, como é o caso do Sul América, que avisou que pretende continuar fora do Amazonense.