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VÔLEI LGBT

Final do Grand Prix de Vôlei LGBT promete grandes emoções neste sábado (30)

Equipes da Sérvia e da Espanha vão medir suas forças na grande final do campeonato no Ginásio Poliesportivo do Amazonas 30/09/2017 às 09:25 - Atualizado em 30/09/2017 às 16:31
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Decisão vale R$ 1 mil para a equipe vencedora (Foto: Divulgação)
Jéssica Santos Manaus (AM)

Muita alegria e competitividade estarão presentes na aguardada decisão do Grand Prix de Vôlei LGBT 2017, que acontece hoje (30), às 20h, no Ginásio Poliesportivo do Amazonas, Zona Centro-Oeste, com o jogo entre Espanha e Sérvia, valendo o prêmio de mil reais, além do troféu e título de campeã.  Antes da final, às 19h, haverá a disputa do terceiro lugar entre África do Sul e Nigéria e, ainda, apresentações culturais. Os ingressos custam R$ 5, e estarão à venda na bilheteria do ginásio, antes da partida.

Dentre as 18 equipes que estavam na disputa, cada uma representando um país diferente, Sérvia e Espanha conseguiram chegar à final mais uma vez. As equipes vão para sua terceira decisão cada uma, sendo que a Sérvia tenta o tricampeonato, enquanto a Espanha, também conhecida como “Rainhas da balada”, está em busca do primeiro título. “Estamos com um time bastante unido, trouxemos dois atletas do interior, que já têm experiência; tivemos local para treinar, e com esforço chegamos à final. Sabemos que não será fácil, mas vamos lutar por esse título”, afirma o técnico João Balieiro.

Já a Sérvia, conhecida como ‘A soberana’, vem em busca de mais um título. “Será uma missão dificílima, pois a Espanha é excelente, conta com jogadores de alto nível. Mas nosso time chegou à final, após muito investimento, união, dedicação e qualidade de cada atleta. Para a final, será como a primeira vez, as energias se renovam e o desejo de mais um título nos deixa um pouco tensos, mas vamos entrar focados”, destaca o técnico da Sérvia, Ronaldo Pedrosa. 

‘O Fresca’ do ano

‘O Fresca’ é o aguardado prêmio do Grand Prix de Vôlei LGBT, que será entregue na noite de hoje ao atleta que “tirou sarro” do adversário de forma mais engraçada durante a competição. “Escolhemos o melhor saque, melhor técnico e, de quebra, o atleta mais irreverente, aquele que é mais debochado, mais agitado, aquele que deixa as adversárias em pânico, e temos o Thiago Saldanha, que sempre inova, já foi premiado três vezes, mas este ano tivemos outras atletas que se esforçaram, e ele tem adversárias fortes”, afirma o organizador, Daniel Coelho.


Respeito de lá e de cá também

Merecer respeito é o lema da comunidade LGBT, como explica o organizador do evento, Daniel Coelho. “Esse campeonato é importante para mostrar à sociedade que o esporte é a nossa principal ferramenta contra a homofobia. As pessoas gostam muito de esporte, seja ele qual for; nós jogamos há muito tempo campeonatos, e agora aproveitamos para mostrar mais da nossa cultura LGBT, para que todos nos conheçam de uma forma saudável e respeitosa – com nosso respeito às pessoas, e com o respeito delas conosco também”, ressalta Daniel. 

A competição, que acontece há sete anos, está sendo especial, como ele explica. “Há cada ano, temos um número maior de público. Não apenas LGBT’s, mas familiares e amigos. Vale destacar a participação recorde de 180 atletas, 18 equipes, cinco pólos e 88 jogos realizados”.

Daniel está muito feliz por ver a final do Grand Prix ser realizada na Arena. “Nunca pensamos em jogar na Arena Amadeu Teixeira, porque achávamos que apenas grandes eventos aconteciam lá, mas, mostramos que também somos um grande evento, que merecemos respeito, e temos direito de usufruir dos espaços públicos, assim como toda a comunidade, e isso foi uma grande vitória para nós”, comemora Daniel, ao agradecer o apoio do Governo do Estado do Amazonas.

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