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Fluminense irá homenagear massagista do Amazonas

O amazonense Antônio Florêncio Alves será homenageado como um ilustre tricolor na sede social do Flu, nas Laranjeiras, Rio de Janeiro, quando acontece o baile festivo de 110 anos de estrada 18/07/2012 às 09:07
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Antônio Florêncio Alves dedicou 70 anos ao futebol
Paulo Ricardo Oliveira Manaus

A noite de sexta-feita será inesquecível para o massagista Antônio Florêncio Alves, de 90 anos. O amazonense será homenageado como um ilustre tricolor na sede social do Fluminense, nas Laranjeiras, Rio de Janeiro, quando acontece o baile festivo de 110 anos de estrada na trilha do mundo da bola.

 Na ocasião, o clube verde, branco e grená destacará figuras notáveis que ajudaram de uma forma ou de outra a tornar o Fluminense grande dentro e fora de campo. A homenagem ao massagista local que dedicou 70 dos 90 anos ao futebol foi uma indicação do ex-presidente e atual membro do Conselho Deliberativo tricolor, Francisco Horta. Também tricolor e amigo de Florêncio desde sempre,  o oftalmologista, Claudio Chaves, vai acompanhar o simpático senhor na balada tricolor.

“Essa homenagem é justíssima ao Antônio, que dedicou a vida inteira ao futebol e ao esporte amador também. A indicação surgiu quando o Bernardo Cabral (ex-senador) conversava com o Horta sobre tricolores fervorosos em Manaus. O Horta logo disse ‘vamos homenagear esse senhor’”, explicou Chaves, que também faz parte do Conselho Deliberativo do Nacional e bancou passagens aéreas e hospedagem ao homenageado no Rio.

“É o mínimo que posso fazer por ele, que não poderia viajar sozinho. O Antônio era o médico, o enfermeiro, o massagista do bairro (Boulevard), onde sempre moramos”, complementa.

dedicação exclusiva

Antônio Mentiroso, como era conhecido por exagerar nas estórias contadas, ainda atua como massagista. Mas ele tem no currículo o diploma de  massoterapia expedido pela Policlínica do Rio de Janeiro. Na ocasião,  Antônio fez estágios no Flamengo, Vasco, Botafogo e Fluminense. Foi aí que a paixão pelo tricolor aumentou em proporções da estratosfera. “Sou tricolor de coração...”, entoou ele.

  A especialização do massagista foi bancada pelo então governador Plínio Ramos Coelho (1920/2001), que também comandava o Nacional. Na época, Antônio era a sumidade na arte de massagear e seu passe foi bem mais valorizado.

Antônio trabalhou em praticamente todos os clubes profissionais de Manaus. No Nacional, foram 33 anos, no Fast Clube 12, no São Raimundo quatro e um no Rio Negro. “Também fui massagista no Olímpico, na Rodoviária, enfim, em todos os times daqui. Fui campeão por todos eles”, orgulha-se.

Antônio ainda na ativa

Antônio vive com as filhas em uma casa simples no Boulevard, onde há uma placa gasta pelo tempo dizendo “Massagista Profissional”. Aposentado, ele ainda diz ter gás para massagear quem quer seus serviços..

Antônio Florêncio - Massagista e ilustre tricolor

1  Como o senhor se sente se sendo homenageado por um clube de fora? E os daqui, por que não lembram?
Essa homenagem do Fluminense foi uma beleza. A gente se alegra quando é lembrado. Tenho orgulho do meu trabalho e de ser tricolor. Mas os times daqui também vão me homenagear. O Nacional, onde trabalhei 33 anos, vai me convidar para a festa do centenário (dia 13 de janeiro de 2013). 

2  Como se manter bem, lúcido, ativo, aos 90 anos?
Não fumo, Não bebo. Deixei de beber a muito tempo. Acho que trabalho faz bem para mim. Sou aposentado como enfermeiro do governo do Estado e também tenho uma aposentadoria pequena do INSS, mas nunca parei. Sempre trabalho curando lesões.

3 O senhor está de malas prontas? O que vai levar?
Vou levar uma roupinha simples, mesmo. Mas a bandeira também vai. Sou tricolor doente. Até meu celular toca o hino do Fluminense. É uma paixão para a vida toda.