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Futebol americano ganha força no coração dos brasileiros e nas ruas de Manaus

O País possui mais de 27 milhões de pessoas com interesse pelo esporte, segundo dados da ESPN Brasil 16/01/2016 às 16:38
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Fã de futebol americano, o carioca Muller Barroco torce para o time 'Manaus Cavaliers'
CAMILA LEONEL Manaus (AM)

O Brasil é conhecido como o País do futebol, porém, nos últimos anos outro futebol vem ganhando espaço no coração dos brasileiros e nas ruas de Manaus, anúncios espalhados pela cidade anunciam as transmissões dos jogos da National Football League (NFL), mostrando que o esporte vem ganhando força por aqui também.

De acordo uma pesquisa do Ibope Repucom, o Brasil é o segundo maior mercado da NFL fora dos Estados Unidos, ficando atrás somente do México. O País possui mais de 27 milhões de pessoas com interesse por futebol americano, segundo dados da ESPN Brasil, emissora detentora dos direitos de transmissão do campeonato.

Conforme o número de fãs da bola oval crescem, os que já acompanhavam a NFL há mais tempo comemoram essa popularização tanto quanto um touchdown.

“Hoje, o esporte está mais acessível, tanto pela mídia quanto pela prática do mesmo no Brasil, e é possível ver um crescimento cada vez maior com o passar do tempo. Já possuímos até uma seleção brasileira de futebol americano. A própria NFL enxergou isso é já vê no Brasil um grande mercado consumidor do esporte. Muito possivelmente teremos um jogo da NFL por aqui para as próximas temporadas. Isso é muito bom”, disse o técnico químico, Assaph Nascimento, 27, que acompanha o futebol americano desde o ano de 2003.

Assaph conta que no início assistia os jogos mesmo sem entender muito bem as regras, mas que aos poucos foi pesquisando e se encantando pelo jogo.

“Não entendia absolutamente nada, mas achava bem legal e por isso me esforcei pra tentar entender a mecânica e regras do jogo. Após aprender o jogo vi como o esporte é interessante. Dá pra fazer até uma analogia a um jogo de tabuleiro, devido a enorme utilização da estratégia nos jogos. Esse é o único esporte que consigo assistir qualquer time jogando. Até os jogos mais fracos tem ótimos momentos de emoção”, disse Assaph, que torce pro Green Bay Packers.

“Certa vez eu estava assistindo um jogo do Green Bay contra o Minnesota Vikings pela ESPN. Eu meio que assimilei as cores do time de Green Bay (as cores do Green Bay são verde e amarelo) com o Brasil. Havia achado legal o quarterback do time, que na época era o Brett Favre, estar jogando mesmo após o pai ter acabado de falecer, mostrando um certo compromisso com o clube e os fãs. Desde então torço pro Green Bay tanto quanto pro Flamengo”, explicou.

Mas se alguns adoram sentar para ver os jogos, outros não se conformam em ver o futebol americano apenas pela televisão. É o caso da estudante Karen Tatiana, que além de assistir, joga no time feminino do Manaus Cavaliers.

“Eu assistia, mas fui me aprofundar mais em 2014. Eu já tinha ouvido falar bastante, até que um dia vi um superbowl por acaso. Era Giants contra Patriots. Daí ficava naquela torcidinha,  mas de longe. Até que um amigo me falou sobre os times de Manaus e me apresentou o Cavs. Lá eu entendi o que era futebol americano e comecei a pesquisar e me apaixonar”, contou a atleta.

Hoje, ela faz parte do time de flag (uma modalidade do futebol americano, que tem menos contato físico) e comemora o crescimento do futebol americano não só em Manaus, mas no Brasil.

“Tanto em Manaus quanto no Brasil inteiro, o FA ganhou muito mais visibilidade. Hoje a gente tem campeonatos brasileiros bem organizados, em alguns lugares até tem jogos em estádios que sediaram a Copa. As pessoas acompanham muito mais, são mais curiosas pra entender. Para a gente é gratificante saber que nosso esforço tem dado resultado. Ficamos felizes até com esses cartazes que colocaram nas paradas de ônibus. Cada passo, cada conquista a gente comemora”, declarou Karen que torce para os New England Patriots e acompanha os jogos da NFL junto com as amigas.

“Eu costumo reunir umas amigas para assistir em casa, mas geralmente a gente faz um rodízio de casa em casa. Antes quem se reunia pra ver era só eu e mais uma amiga. Agora somos as quatro. No fim do ano passado que foi quando a gente se aproximou mais”, completou.