Publicidade
Esportes
Craque

Galinho na briga: suspensões de Blatter, Platini e Mong-Joon abrem espaço para Zico na Fifa

Sequência de escândalos de corrupção abalou sucessão presidencial na entidade. Com as punições sobre o francês e o sul-coreano, o ídolo do Flamengo volta a ter chances de concorrer ao cargo 08/10/2015 às 16:17
Show 1
Galinho sonha dirigir a maior entidade do futebol mundial
ACRITICA.COM Manaus (AM)

O mar de lama em que mergulhou a Fifa nos últimos meses transformou a entidade em terra de ninguém. E com a decisão do Comitê de Ética da entidade em suspender provisoriamente o presidente, Joseph Blatter, além dos principais sucessores do suíço, Michel Platini e o sul-coreano Chung Mong-Joon, quem sai fortalecido é o brasileiro Zico. O cargo máximo do futebol mundial pode cair no colo do ex-camisa 10 da Seleção.

Com os principais candidatos fora da briga, o príncipe jordaniano Ali Bin Al-Hussein - derrotado na eleição contra Blatter, em maio - e o brasileiro Zico ganham fôlego na corrida presidencial. Porém, Zico ainda precisa conseguir apoio de cinco confederações nacionais para que oficializar sua candidatura junto à Fifa.

Em julho, o Galinho de Quintino foi até a sede da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para pedir apoio a sua candidatura. Naocasião, o ídolo do Flamengo e Seleção Brasileira ouviu receberia o aval da CBF caso conseguisse as outras quatro indicações.


Além de Zico e do prícipe jordaniano, o ex-jogador de Trinidad e Tobago, David Nakhid , e o presidente da federação da Libéria, Musa Bility, também já externaram o desejo de concorrer. Porém, assim como o brasieliro precisam oficializar suas candidaturas, o que deve ser feito até o dia 26 deste mês.

Francês na berlinda e sul-coreano fora da briga

A já conturbada sucessão à presidência da Fifa ficou completamente incerta após Plantini e Mong-Joon serem punidos nesta quinta-feira (8) por suspeita de corrupção. A eleição está marcada para 26 de fevereiro e sem as candidaturas do francês e do sul-coreano – principais concorrentes - o corrida presidencial abre espaço para os nomes periféricos, como o príncipe da Jordânia, Ali Bin Al-Hussein, e o ex-jogador brasileiro Zico.

Platini foi suspenso por 90 dias e está sendo investigado pelo recebimento de 2 milhões de francos suíços (aproximadamente R$ 8 milhões) dos cofres da entidade, em uma transação suspeita, em 2011. O francês poderia retornar à Fifa antes da eleição – caso a punição aumente em 45 dias, o mandatário da Uefa retornaria uma semana antes da eleição – no entanto, sua candidatura seria abalada.


“A Comissão de Ética não decide sobre as candidaturas à presidência da Fifa. Mas levando em conta que Platini não pode exercer nenhuma atividade relacionada com o futebol por 90 dias, é muito complicado que possa ser candidato”, explicou um porta-voz da Fifa.

Apesar de lembrar que quem controla a eleição é outro órgão da Fifa, no caso a Comissão de Candidaturas, o mesmo porta-voz lembrou que Platini “não poderá fazer campanha nem assistir a nenhuma reunião relacionada com o futebol durante o período da suspensão”.

Platini se adiantou a Comissão de Ética

Sabedor poderia ser punido, Michel Platini tratou de apresentar no início desta quinta -minutos antes da decisão da Comissão de Ética – a documenatção necessária para concorrer à presidência da Fifa.


Todos os candidatos à presidência da entidade devem obter apoio de cinco federações ligadas a Fifa e uma declaração de integridade que mostre que não foram condenados “por crime doloso muito grave, nem por faltas penais que suponham violação” do Código Ético da organização.

Sorte pior teve o empresário sul-coreano Mong-Joon. O ex-vice-presidente da Fifa foi banido por seis anos de qualquer atividade ligada ao futebol e, consequentemente, está fora da disputa. O magnata é acusado de comprar votos para a Coreia do Sul na eleição para sede da Copa de 2022, vencida pelo Catar.