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Gêmeos do Amazonas abrem caminho para futuro promissor no Jiu-Jítsu

Os irmãos Mateus e Isaque Castro têm oito anos e muita vontade de vencer no tatame, mas os garotos também não descuidam dos estudos no seu dia a dia 04/10/2012 às 08:19
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Mateus e Isaque têm oito anos e muita vontade de vencer
Nathália Silveira Manaus

Dois quimonos para lavar, dois treinos para acompanhar, o dobro de medalhas para guardar e dois meninos para fazer dormir. Na casa de dona Viviane Castro, tudo é assim, em dose dupla. Mãe dos gêmeos Mateus e Isaque Castro, de oito anos, a  comerciante se desdobra para dar conta de seus atletas , que há dois anos no jiu-jitsu colecionam conquistas e abrem caminho para um futuro promissor no esporte.

Só este ano, cada um, trouxe para casa dez medalhas de ouro, e a coleção promete aumentar, já que ambos estão escalados para participar do Campeonato Pan-Americano de Jiu-Jitsu, em São Paulo, nos dias 18,19 e 20 deste mês e em fevereiro vão ter pela frente o Pan Kids, na Califórnia (EUA).

“Esses meninos não têm nem três anos no jiu-jitsu e estão despontando dessa forma. As conquistas que eles apresentam para um esporte individual e tão competitivo, é algo muito bom”, enfatiza o mestre dos garotos, Ivaniel Oliveira, destacando que os gêmeos univitelinos não são idênticos somente na aparência, mas também quando estão no tatame. De acordo com o mestre, que já se confundiu com os garotos inúmeras vezes, o jogo de guarda e as expressões em solo são as principais características dos irmãos, que se disputassem a mesma categoria, hora e outra estariam se enfrentando nas finais.

Entretanto, Mateus defende a pena e Isaque a médio. Ambos na faixa branca. “Eu jamais deixaria eles na mesma categoria, pois não acho saudável. Acho que criaria uma disputa que poderia fazer mal para os dois. Por isso, dentro de casa, converso muito com eles e tento cuidar deles da melhor maneira possível”, disse a mãe coruja, Viviane, que dá atenção especial quando o assunto é a refeição da garotada.

“Eles mesmos são exigentes com os alimentos que estão ingerindo. Tanto é, que só comem carne e frango grelhado com arroz e bastante salada. Nada de comida gordurosa”, contou Viviane, ao afirmar que após os meninos entrarem para o esporte, se tornaram garotos mais responsáveis e organizados.

“A gente arruma tudo. Não deixa nem a faixa fora do lugar”, afirma Isaque. E se os meninos conseguiram criar mais responsabilidade através do esporte, ‘que dirá’  mais paqueras. De acordo com Matheus, o que não falta são “namoradas” para eles no pedaço. “Depois que a gente começou a praticar jiu-jítsu as meninas olham mais para gente”, confirma o categoria pena, que como gente grande superou uma torção na mão esquerda há 12 dias e, no dia da entrevista para o CRAQUE, estava  ansioso para retornar ao treino com duração de duas horas. “Quero ir logo, não aguento mais”, sorriu.