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Goleiro conta a história de um dos maiores times do Peladão (AM)

Gilson Mota, o goleiro herói de dois títulos da Tuna Luso, apresenta a trajetória de seu time no maior campeonato de peladas do mundo 19/10/2012 às 10:42
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Gilson e as medalhas dos títulos de 1979 e 1984. Ao lado a camisa do time que disputa a competição este ano
Antonio Melo Manaus

Um dos maiores campeões do Peladão nos anos 70 e 80, o tradicional Tuna Luso, deixou  sua marca na galeria e fez por merecer seu lugar no caderno especial da edição de 40 anos. O popular time do bairro da Praça 14, zona sul de Manaus, foi um dos gigantes a ser batido no período em que a competição começou a ganhar simpatia na capital amazonense. A equipe foi criada em 1970, com o objetivo de homenagear o forte time profissional do Tuna Luso de Belém do Pará, que em 1960 infernizou a vida dos times amazonenses com o seu impecável futebol, batendo todos os times da cidade Baré.

Após a fundação, em 31 de julho de 1970, o Tuna Luso vem participando de todas as edições do Peladão, tornando-se um time tradicional na competição. Mas foi no dia 13 de janeiro de 1977 que a saga foi premiada. O primeiro título veio na 7ª edição do campeonato, derrotando o Posto 5, por 2 a 0, no campo da Base Aérea do Amazonas. Um verdadeiro presente, já que a data marcava o aniversário do bairro.

Na tarde de 14 de janeiro de 1980, no estádio Vivaldo Lima, a equipe levou o troféu da edição de 79, derrotando o Clube Atlético Chapada pelo placar de 3 a 2. Transformando-se em um verdadeiro “Bicho Papão” do campeonato e elogiado até mesmo pelos rivais. Durante um período de quatro anos sem levantar o troféu, em 84 a equipe saiu do jejum de títulos e a estrela do escudo brilhou mais uma vez no lugar mais alto do pódio, conquistando com muito suor a vitória contra  a equipe do Petro Silva,  nas cobranças de pênaltis, após um suado 0 a 0 no tempo normal.

Além de levar muita alegria aos moradores da Praça 14, o Tuna Luso serviu de vitrine para alguns atletas serem vistos pelos times de futebol profissional. Um exemplo disso é o goleiro Gilson Motta, 54, um dos destaques das conquistas de 79 e 84. Rotulado como o goleiro menos vazado na época, o atleta entrou para a história do time defendendo dois pênaltis na final de 84, levando ao delírio os torcedores que compareceu à Colina.

“Era uma responsabilidade muito grande jogar naquele time. Até mesmo porque estávamos representando o nome de um bairro", orgulha-se o herói.

Essa história começou numa esquina do Centro
O time formado em 1970, na esquina das ruas Visconde de Porto Alegre com a Leonardo Malcher, ponto de encontro dos jovens daquela época em Manaus, tornou-se campeão três vezes no Peladão, e trouxe muita alegria para os moradores da comunidade. Com uma trajetória vitoriosa o nome do clube e da Praça 14 estão eternizado nos posters e na galeria das grandes equipes do Peladão. Além de ser o orgulho dos campeões daquela época.