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Goleiro do Penarol é dúvida para decisão de domingo, em Itacoatiara-AM

Rascifran foi o herói do bicampeonato do Leão da Velha Serpa em 2011. Contundido, “a muralha” pode ficar de fora da semifinal do primeiro turno do Amazonense, contra o tubarão 02/03/2012 às 08:03
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Raiscifran jogou pouco em 2012, mas foi dicisivo em 2011
André Viana Manaus

O empate contra o Princesa não era o resultado que o único invicto do estadual esperava obter em Manacapuru. Pela circunstância do partida, porém, o placar não pôde ser considerado um tropeço. O 1 a 1 na bagagem só não foi mais comemorado por conta da contusão do goleiro Rascifran.


Herói da conquista do bicampeonato do Leão da Velha Serpa, quando pegou dois pênaltis na decisão contra o Nacional, o dono da camisa 1 do Penarol deixou a primeira partida da semifinal no intervalo, sentindo uma contusão no músculo adutor da coxa direita e é dúvida para o segundo confronto contra o Tubarão, no próximo domingo, no estádio Floro de Mendonça, em Itacoatiara .

“O incômodo veio na hora que dei um carrinho aos 35 minutos do primeiro tempo para tentar evitar um escanteio. Logo que terminei a jogada pedi substituição, mas decidi ficar até o intervalo”, revelou o goleiro Rascifran, que ainda lamentou que a jogada tenha sido em vão, pois o escanteio não foi evitado.

Rascifran tem um substituto competente. Carlão vem agradando o técnico Roberto Oliveira com suas apresentações seguras. Mas, é inegável: Rascifran em campo é sinônimo de melhorar no time. Os números comprovam.

Dono da segunda melhor defesa da Taça Amazonas, primeiro turno do Campeonato Amazonense, com apenas seis gols sofridos - a melhor é a do Nacional, com quatro -, o Penarol só viu sua meta ser vazada uma vez quando Rascifran esteve à frente de sua meta. Para tristeza do goleiro e da torcida do Leão da Velha, no entanto, esses momentos foram poucos. Somente dois jogos e meio (225 minutos). Uma contusão na panturrilha direita, sofrida quando faltavam três dias para o início da competição, o afastou dos gramados por quase um mês.

“Só retornei na oitava rodada, contra o Fast (quando sofreu o único gol). Confesso que não está sendo fácil ficar de fora das partidas. O Carlão (reserva) é um grande goleiro e tem dado conta, mas sabe como é jogador, né? Nós queremos jogar”, admite o fominha com franqueza.

Rascifran está confiante que a maré de más notícias cessou na quarta-feira, e ele entrará em campo, repetindo a sensação que se acostumou desde que atua no Penarol. “Quero ver aquele estádio cheio novamente, em uma partida decisiva. É muito bonito. Só não quero que a decisão de quem vai para a semifinal seja nos pênaltis. Quero vencer no tempo normal. Pênalti é muito sofrimento!”, alerta o goleiro, com a certeza de que o desempenho espetacular obtido no ano passado já reservou um lugar na galeria de heróis pelo clube.