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Goleiro Nelson e zagueiro Elton unem forças a favor do Galo rumo ao segundo turno

Irmãos atuam lado a lado no Rio Negro e acreditam em um melhor resultado para Galo no Estadual 24/03/2013 às 20:12
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Nelson e Elton demonstram união dentro e fora de campo
Augusto Costa Manaus (AM)

O Brasil é conhecido como o “País do Futebol”. E por morarmos num lugar onde esse esporte é considerado paixão nacional, muitos pais já sonharam em ter um filho famoso que seja um craque dos gramados. Agora, imagine a alegria de ter dois filhos jogando futebol profissional. Pois bem: “os filhos do seu Nelson” - o goleiro Nelson, 23, e o zagueiro Elton, 26, jogadores do Atlético Rio Negro Clube, que estão disputando o Campeonato Amazonense Chevrolet 2013 -, realizaram o sonho do pai, o vendedor autônomo Nelson Inácio dos Santos, 52, que é mineiro de Governador Valadares, mas que está em Manaus desde 2001.

Ele sabe que chegar ao nível profissional do futebol não é tarefa fácil. É uma das profissões mais concorridas e requer muito esforço, renuncia e dedicação. Por isso, até hoje se emociona quando fala dos filhos que enchem de orgulho a família Santos, nas tardes de sábado, quando todos se reúnem na sala para assistir, pela TV A CRÍTICA à transmissão dos jogos do Estadual.

“O meu clube de coração é o São Raimundo, mas agora estou torcendo pelo Rio Negro onde eles estão jogando. Desde pequeno, onde quer que eles iam jogar, eu estava com eles. Todo pai quer ter um filho que jogue profissionalmente. E ter dois filhos jogando no time profissional é um sonho realizado. Antes, eu ia para os estádios. Agora, não vou mais porque fico muito nervoso”, disse emocionado pai coruja.


Na zaga

O zagueiro rionegrino Elton, começou nas categorias de base do CSA de Porto Velho. Em 2001 quando a família veio para Manaus, ele se transferiu para o São Raimundo.

Também passou pelo Vitória em 2004, onde ficou um ano em testes. “Joguei de 2001 a 2003 nas categorias de base do São Raimundo. Fui campeão Estadual em 2006 pelo São Raimundo e pelo Penarol em 2011. Agora estou no Rio Negro onde quero ser campeão no ano do centenário”, prometeu o zagueiro, demonstrando bastante otimismo na carreira.

Ele disse que o time da Praça da Saudade montou um bom elenco, mas precisa de entrosamento, o que deve acontecer a partir do segundo turno. “Por onde quer que eu passe quero ser campeão. Estamos trabalhando pra isso. Vamos dar trabalho no segundo turno. Procuro sair jogando com calma e técnica e sou muito bom na marcação também. Às vezes vou ao ataque tentar os gols de cabeça ou nas cobranças de falta. Chuto forte de fora da área”, avisou Elton que tem um potente chute na perna esquerda.


Responsabilidade

Acostumado à pressão e à cobrança dos torcedores, o goleiro Nelson, 1m73, sabe da sua responsabilidade e que na sua posição, o goleiro pode ir “ao céu” numa grande defesa, ou ao “inferno” se falhar durante uma partida. Por isso, ele disse que se dedica ao máximo nos treinamentos para fechar o gol do Rio Negro no Campeonato Amazonense deste ano.

Em busca da perfeição no gol do Galo Carijó da Praça da Saudade, Nelson explicou que se cobra muito quando leva um gol ou falha numa jogada durante as partidas.

Entrosamento familiar

Nelson disse que não é a primeira vez que atua ao lado do irmão Elton. Em 2006, eles jogaram pelo São Raimundo e no Nacional. Nelson começou a jogar profissionalmente no São Raimundo em 2006, então com 16 anos de idade. “Sou um goleiro bom na reposição de bola e posicionamento. Admiro o goleiro Júlio César que jogou na Internazionale da Itália. Acho que fica mais fácil jogar junto com o Elton. Temos intimidade para cobrar um do outro, ele grita comigo e eu grito com ele durante as partidas, mas com respeito para melhorar o posicionamento da defesa”, afirmou Nelson.


Sonho realizado

Para o goleiro, jogar profissionalmente com o irmão é um sonho realizado que muitos jogadores gostariam de ter. “Eles dizem que todo garoto quer ser profissional e, jogar com o irmão, no mesmo time, é bom demais. Meus pais sempre nos incentivaram a jogar futebol desde os sete anos. Agora, meus maiores incentivadores são a minha esposa Ramaiana Melo - que sempre acompanha os jogos -, e a minha filha Ana Jasmim, de dois anos, que pergunta depois das partidas: “Papai, tu ganhou ou perdeu?”, disse, sorrindo, Nelson.