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Guga entra no ‘Hall da Fama’

Em 2010, o “manezinho” recebeu o troféu Philippe Chatrier, que é considerado uma das maiores honrarias do tênis mundial. Mas, para o tricampeão de Roland Garros, nada se compara ao hall da fama 08/07/2012 às 17:37
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Manezinho da Ilha vai viver uma emoção diferente
Adan Garantizado Manaus (AM)

Futebol, automobilismo, atletismo, natação, judô, basquete e voleibol. O universo de “heróis do esporte” no Brasil era algo limitado a estes sete esportes.

Mas, no ano de 1997, um “intruso” resolveu entrar no grupo, pelas mãos de um jovem catarinense, de sorriso fácil, roupas coloridas, cabelos bagunçados e dono de um “poder destruidor” com a raquete nas mãos.

Com a conquista do Grand Slam de Roland Garros, Gustavo Kuerten, ou simplesmente Guga, colocou o tênis no hall de esportes admirados pelos brasileiros. Começava ali, o caminho que culminaria com outros dois títulos do Grand Slam francês e o topo do mundo. Quinze anos após a conquista, Guga está prestes a escrever de vez seu nome entre os grandes tenistas da história. No próximo sábado (14), Kuerten, aos 35 anos, será oficializado no hall da fama do tênis. A cerimônia acontece em Newport, nos Estados Unidos. Antes de viver uma das maiores emoções de sua vida, o maior nome da história do tênis brasileiro arrumou um espaço na agenda superapertada e conversou com o CRAQUE.

Consolidação

Em 2010, o “manezinho” recebeu o troféu Philippe Chatrier, que é considerado uma das maiores honrarias do tênis mundial. Mas, para o tricampeão de Roland Garros, nada se compara ao hall da fama. “Acredito que um prêmio complementa o outro, pois representam os dois maiores prêmios no tênis. Entrar para o Hall da Fama significa a consolidação da minha carreira e me traz uma satisfação particular por ter contribuído de forma efetiva para o tênis e ingressar num espaço extremamente seleto”, afirmou Guga, que mostrou uma das suas principais características, o jeito brincalhão, ao dizer que os agradecimentos aos que cuidaram da carreira e para a família já estão “devidamente ensaiados”.

Em sua página pessoal (www.guga.com), o tenista cita tricampeão de Fórmula 1, Ayrton Senna como sua “fonte de inspiração”. O curioso é que com tantos resultados, Guga se tornou uma referência tão importante para o esporte nacional que as pessoas passaram a idolatrá-lo tanto como o falecido piloto. “A comparação com o Senna sempre me orgulhou. Assim como ele, o fato de eu ter conseguido me aproximar dos brasileiros representa uma das minhas maiores conquistas no esporte”, reconhece Guga. Resta ao CRAQUE e a todo o Brasil, reverenciar eternamente alguém que jamais sairá do topo do nosso cenário esportivo.

Três perguntas para

Gustavo Kuerten ex-tenista

1  Você teve inúmeras conquistas, mas existe alguma coisa na vida profissional que não realizou?

Obviamente sim, a gente sempre quer mais. Mas da mesma forma realizei tantas coisas que jamais imaginava que um dia teria oportunidade. O importante nessa vida é sempre atribuir maior valor às conquistas do que às frustrações.

2  E entre tantos gênios que você enfrentou, quem você considera o adversário mais difícil da carreira?

Seguramente o Pete Sampras (EUA). Quando o homem estava inspirado ele era praticamente imbatível. (No dia 2 de dezembro de 2000, Gustavo Kuerten derrotou o americano na semifinal da Masters Cup em Lisboa por 3 a 0 e arrancou para vencer a competição e chegar ao topo do ranking da ATP).

3  Ter ajudado o tênis a se popularizar no Brasil foi um feito semelhante a um título de Roland Garros?

Essa façanha tem um valor maior do que os títulos. Poder proporcionar ao meu País algo de inusitado, surpreendente, poder contribuir com a auto-estima dos brasileiros é incomparável.

4  Você consegue ter uma vida “normal” como ir ao cinema, a um show, passear?

Sim, principalmente em Floripa onde as pessoas já estão acostumadas com a minha presença.