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Guichê web é cobrada por taxa de 10% do jogo Resende e Vasco

De acordo com o deputado, os 10% cobrado na venda física é abusiva e apenas serão ressarcidos os consumidores que compraram os ingressos nos seis pontos de venda da cidade 25/04/2014 às 15:12
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O jogo da Copa do Brasil ocorreu no dia três de abril, na Arena da Amazônia
ANDERSON SILVA ---

O presidente da Comissão de defesa do consumidor da Assembleia Legislativa do Estado (CDC-Aleam), deputado estadual Marcos Rota (PMDB), junto com o Procon-AM estão cobrando da empresa Guichê Web, responsável pela venda dos ingressos da partida entre Resende e Vasco, a devolução dos 10% (R$ 5, R$ 7, R$ 10 e R$ 14) da taxa de serviço cobrado pela empresa na venda dos bilhetes. O jogo da Copa do Brasil ocorreu no dia três de abril, na Arena da Amazônia.

De acordo com o deputado, os 10% cobrado na venda física é abusiva e apenas serão ressarcidos os consumidores que compraram os ingressos nos seis pontos de venda da cidade. “Conversei com o Procon e juntamos forças, pois entendemos que a cobrança é indevida. A pessoa como cidadão não tem obrigação de pagar os 10% do garçom, então não tem obrigação de cobrar 10% de taxa do consumidor que ainda vai ter que ir no local, enfrentar fila e pagar para adquirir o ingresso. A forma é abusiva”, afirmou o deputado, que foi alertado por torcedores assim que chegou em Manaus. “Cheguei um dia após o jogo, estava em viagem, e muitos torcedores me procuraram afirmando da cobrança injusta”.

O deputado e os representantes do Procon  se reuniram com o setor jurídico da empresa. Uma copia do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) foi entregue aos representantes da Guichê Web. O representante vai analisar como será feita o ressarcimento dos clientes. “O setor jurídico foi muito participativo e disse quem cobraram os mesmos 10% em outros Estados, mas é atípico eles cobrarem em lojas. Eles estão estudando o TAC e dentro de 15 dias teremos uma solução”, afirmou.

A solução para o ressarcimento poder ser dificultosa. Muitos torcedores não possuem o bilhete, geralmente dispensado na entrada do estádio, a alternativa para a devolução dos valores poderá ocorrer com o assistencialismo. “É uma situação tanto quanto complicada. A pessoa vai precisar comprovar a compra, o que pode ser feita somente com o ingresso. O problema é como o torcedor vai comprovar que esteve no estádio, se não possuem mais o ingresso. Uma alternativa é a doação do valor para uma entidade como grupos de apoios e entidades filantrópicas”, finalizou.